Duke Energy anuncia fechamento de ano com 1,5 milhão de peixes soltos no Paranapanema

A Duke Energy Geração Paranapanema, subsidiária da Duke Energy Corp, uma das maiores companhias do setor energético dos Estados Unidos, planeja a soltura de 500 mil peixes na Bacia do Paranapanema no segundo semestre de 2010. Esta ação acontece nos meses de setembro, outubro e novembro e será dividida entre diversas cidades que são banhadas pelo rio. A ação faz parte do Programa de Manejo Pesqueiro da Duke.

O objetivo é contribuir para a reposição do número de peixes e espécies nativas no Paranapanema e colaborar com a biodiversidade local. A empresa alcança, com a soltura destas 500 mil espécies, o expressivo número de 1,5 milhão de peixes soltos no ano de 2010. O programa, que foi iniciado em 1999, já realizou a soltura de mais de 16 milhões de peixes nos reservatórios da Duke.

 O trabalho de pesquisa e reprodução de peixes é realizado na Estação de Hidrobiologia e Aquicultura por meio da parceria entre a Duke Energy e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Com uma área de 22 mil m2, o local abriga laboratórios para análises da água e reprodução de peixes, tanques de larvicultura e 53 tanques de alevinagem e estocagem de matrizes.

Pesquisas em andamento viabilizam a produção em cativeiro de espécies nativas relevantes para a biodiversidade do Paranapanema e a economia das comunidades locais.  Segundo Norberto Vianna, biólogo da Duke Energy, graças ao trabalho de pesquisa foi possível ampliar a produção de piracanjubas. “Esse peixe está retornando ao rio e sua presença é um indicador da qualidade ambiental”, ressalta. (Colaborou Assessoria de Imprensa)

Cronograma de soltura

Mês                         Reser.                      Munic.             Quant.

Setembro    Chavantes             Carlópolis            100 mil

                    Jurumirim                  Avaré               70 mil

                    Chavantes                  Piraju              100 mil

Outubro

                    Rosana                       Caiuá             20 mil

                    Rosana                       T.Sampaio       100 mil

Novembro

                    Taquaruçu                 S.Inácio           100 mil

                    Chavantes                  Itaporanga      10 mil

                                                                              Total 500.000

 

 

 

 

Focos crescem 150% neste ano no Brasil

Em 2010, cerca de 46 mil focos de queimadas foram registradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em todo o país. O número representa aumento de aproximadamente 150% em relação aos focos detectados no ano passado. Apesar deste ano ter temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa e menos chuvas do que 2009, não se deve creditar o aumento de incêndios às causas climáticas, de acordo com a pesquisadora do instituto, Karla Longo.

“O fato de termos uma estação seca e outra úmida, é natural, mas uma estação de queimadas é opção do país. As pessoas assumem essa sazonalidade como normal, o que não é verdade”, diz a pesquisadora. Segundo ela, 99% das queimadas são provocados. As condições atmosféricas favorecem os incêndios, mas as principais causas são econômicas e culturais.

De acordo com Karla, o modelo de produção agrícola e pecuária extensiva, bastante adotado no Brasil, contribui para esse tipo de desmatamento. Além disso, colaboram alguns hábitos da população. “É comum pessoas que colocam fogo na sujeira depois de varrer o quintal ou que jogam bituca de cigarro na estrada”.

A pesquisadora explica ainda que, com a propagação de incêndios, aumenta a concentração de monóxido de carbono (CO) na atmosfera, o que traz prejuízos econômicos e ambientais. “Há redução da produtividade agrícola e alteração do ciclo da água. Estudos feitos no Acre e em Mato Grosso associam o número de internações hospitalares à concentração de fumaça na atmosfera”, observa Karla.

No mês de agosto, a Região Norte foi responsável pela maioria das queimadas (65%) e chegou a registrar a emissão de 23 milhões de toneladas de monóxido de carbono. Do total, o Inpe estima que apenas 10% seja proveniente de emissões industriais e de veículos. A concentração mais alta é a do estado do Pará, seguido de Mato Grosso e Rondônia.