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Suspensa sentença que
proibia queima da palha
O diretor da Assocana,
Fernando de Andrade Reis, informou no último dia 23,
que foi suspensa a sentença que proibia a queima da
palha da cana na região de Assis. A suspensão é
resultado de uma apelação feita pela Unica - União
da Indústria de Cana-de-Açúcar, juntamente com os
Sindicatos da Indústria da Fabricação do Álcool no
Estado de São Paulo e da Indústria do Açúcar do
Estado, assistentes na Ação Civil Pública.
O Ministério Público
Federal protocolou no dia 7 de agosto de 2008, um
ano e meio atrás, uma Ação Civil Pública em Assis,
assim como o fez em diversas seções judiciárias do
Estado, pedindo que as indústrias deixassem de
queimar a palha da cana como método preparatório de
colheita e solicitando o cancelamento das
autorizações de queima.
“A sentença, proferida
pelo juiz em Assis, julgou procedente a ação
determinando o cancelamento das autorizações e
proibindo a queima para esta safra e futuras.
Perdemos a ação na primeira instância. No dia 7 de
dezembro do ano passado, entramos com o recurso de
apelação, solicitando a suspensão dos efeitos da
sentença, obtendo êxito. A decisão foi publicada na
última quinta-feira (25 de fevereiro)”, esclarece a
advogada Ângela Maria da Motta Pacheco, da Motta
Pacheco Advogados, contratada pela Unica, assistente
processual neste caso.
Segundo a advogada, a
alegação do pedido de suspensão da sentença usou
como base a Lei 11.241, de 19 de setembro de 2002,
que trata da queima controlada da palha da cana,
prevendo prazos para sua eliminação gradativa, lei
que está em pleno vigor. (Colaborou Assessoria de
Imprensa)
Sindicato Rural de CM
já recebe semestralidade
Com os baixos preços
dos principais produtos agrícolas, mesmo com a
produtividade maior, a renda continua baixa
complicando a situação do produtor rural, em virtude
disso, a diretoria do sindicato decidiu não repassar
os aumentos aos associados. Em vez disso, o
Sindicato Rural de Cândido Mota criou um programa
permanente de redução de custos. “Preferimos
sacrificar a entidade para beneficiar o produtor”,
ressaltou o presidente João Antonio Ferreira da
Motta.
Por esse motivo, com o
orçamento enxuto, Motta enfatiza a importância dos
associados manterem a semestralidade em dia. “Não
repassamos nem a inflação do período justamente para
facilitar o pagamento do associado. Mas dependemos
desse compromisso de todos para continuarmos
oferecendo serviços de qualidade.” (Colaborou
Assessoria de Impensa)
Adensamento e
produtividade compensam culturas que perderam área
para cana
O grande avanço do
cultivo da cana-de-açúcar entre 1996 e 2008 no
território paulista deu-se, majoritariamente, sobre
as pastagens, enquanto a retração de áreas de
algumas culturas foi compensada pelo processo de
adensamento e maiores produtividades. Esta é a
conclusão do trabalho “Análise comparativa da área
plantada com cana-de-açúcar frente aos principais
grupos de culturas nos municípios paulistas,
1996-2008”, publicado na revista Informações
Econômicas (edição de fevereiro/2010) do Instituto
de Economia Agrícola - IEA/Apta, da Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O trabalho procurou identificar grupos de municípios
paulistas homogêneos, considerando similaridades em
relação à dinâmica das áreas cultivadas com café,
cana-de-açúcar, citros, eucalipto, seringueira,
pastagem, olerícolas, frutíferas, fibras e grãos,
especificamente nas unidades produtoras de
cana-de-açúcar. O universo do estudo são as unidades
de produção agropecuária com cultivo de
cana-de-açúcar enumeradas no Levantamento Censitário
de Unidades de Produção Agropecuária (Projeto LUPA),
realizado pela SAA nos períodos 1995/96 e 2007/08.
“Se a pesquisa agropecuária alavancou a produção de
cana-de-açúcar para a produção de biomassa, ela
também é fator determinante para a manutenção e
elevação da produtividade e, por conseguinte, da
produção para as demais atividades agropecuárias do
Estado de São Paulo”, dizem os autores do estudo
Mário Pires de Almeida Olivette, Kátia Nachiluk e
Vera Lúcia Ferraz dos Santos Francisco. O trabalho
mostra que, no período, ocorreu aumento na produção
estadual dos conjuntos de grãos (210%) e frutas
(540%), enquanto café e citrus ficaram praticamente
inalterados. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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