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O reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que saiu ao
romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. Ao
cair da tarde, o dono disse ao feitor: “Chama os operários e
paga-lhes, começando pelos últimos até chegar aos primeiros”. Os
primeiros julgavam que iam receber mais, mas receberam a mesma
quantia dos outros. Retrucaram: “Os últimos só trabalharam uma
hora... e o senhor deu-lhe tanto como a nós?” O senhor observou
a um deles: “Não te faço injustiça. O salário combinado foi o
mesmo para todos. Assim, pois, os últimos serão os primeiros e
os primeiros serão os últimos. Muitos serão os chamados, mas
poucos os escolhidos”.
Comentando
- “Ide, também vós, trabalhar na minha vida.” À primeira vista,
o procedimento do dono da vinha parece estranho, dá a sensação
de estar diante de um homem injusto, mas sua atitude e suas
últimas palavras revelam importantes aspectos do mistério
cristão. Este Evangelho tem como objetivo fazer com que os
ouvintes de Cristo compreendam o comportamento misericordioso de
Deus. A parábola quer eliminar esse modo de pensar e essa forma
de relacionamento com Deus, porque ele não remunera. Ninguém
pode servir-se da ajuda ao necessitado para acumular méritos,
seria um egoísmo imperdoável. Tal comportamento está fora das
concepções e dos quadros estreitos onde queriam inserir nossas
perspectivas humanas sobre a justiça. Esta parábola ensina-nos
que o que realmente conta é a intensidade de nosso compromisso
cristão e não sua duração; e revela-nos também que o trabalho a
serviço de Deus é em si mesmo uma graça e uma recompensa. |