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Algumas pessoas disseram a Jesus: “Os discípulos de João Batista
jejuam muitas vezes e fazem orações, e os discípulos dos
fariseus fazem o mesmo. Mas os discípulos do senhor não jejuam”.
Jesus respondeu: “Vocês acham que podem obrigar os convidados de
uma festa de casamento a jejuarem enquanto o noivo está com
eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será
tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!” Jesus fez
também esta comparação: “Ninguém corta um pedaço de uma roupa
nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso,
estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a
roupa velha. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém
fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres
ficam estragados. Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos.
E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz:
“O vinho velho é melhor.”
Comentando
- A novidade de Jesus.Quem questiona Jesus são os fariseus e
seus escribas, que já vinham murmurando contra ele (cf. Lc
5,30). Eles tinham o costume de jejuar ostensivamente duas vezes
por semana. À observância do jejum, Lucas acrescenta as orações
rituais, que, também, são cobradas de Jesus. Jesus sai do
esquema do homem piedoso. Ele senta-se à mesa com companhias
pouco recomendáveis. E não pratica aquela forma de ascese que
caracteriza o homem religioso segregado: o jejum. Jesus e seus
discípulos vivem a alegria das núpcias da Nova Aliança,
anunciada pelos profetas. Para esta festa, vivida nas
comunidades, todos estão convidados, sem discriminação, sem
segregação. A novidade de Jesus está bem expressa nas duas
simples parábolas que seguem. No último versículo, destoando do
conjunto, Lucas faz alusão aos judeus que estão apegados à velha
aliança e rejeitam a nova.
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