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Trigo volta a ser boa opção no Vale
Com um aumento entre 20 e 30% da área plantada em relação aos
últimos anos, a cultura do trigo se tornou novamente uma boa
opção para os agricultores do Médio Vale do Paranapanema. Um dos
fatores que contribui para isto é o baixo estoque mundial que,
consequentemente, puxa para cima o preço do cereal. Soma-se
ainda a época de plantio, que pode ser feito no período de 20 de
março e 10 de maio.
“Com isso, o produtor que não conseguiu colher sua safra verão
mais cedo tem como opção esta cultura”, aponta o agrônomo do
departamento técnico da Coopermota, Rafael Porto. Para ele, o
mais importante é que o agricultor tem investido no plantio,
procurando plantar só trigo melhorador, onde se obtém farinha de
boa qualidade para panificação.
Em relação a fatores fisiológicos, as variedades plantadas hoje
na região se mostram mais resistentes as possíveis doenças que,
por ventura, apareçam. Por outro lado, a pesquisa ainda não
conseguiu produzir uma cultivar que seja totalmente resistente
ao “brusone”, doença que pode atingir a parte aérea da planta.
“O grande problema desta doença é que não existe um fungicida
eficaz para seu controle. Já em relação a outras, desde que se
faça um bom trato cultural, seguindo corretamente as
recomendações técnicas, não haverá problemas”, orienta Porto.
Outra questão que está contribuindo é o clima. De acordo com o
técnico da Coopermota, ele tem se mostrado favorável para a
cultura, apresentando um bom índice pluviométrico e temperaturas
amenas. Além disso, acrescenta, o produtor que opta pelo trigo
tem mais oportunidade de sucesso na safrinha, uma vez que
aumenta o leque de opções de sua propriedade. Outro fator
importante, é que o cereal pode se tornar uma boa opção de
rotação de culturas.
Porém, o que tem deixado alguns produtores em dúvida quanto a
implantar ou não a cultura é o custo de produção. Isto porque os
insumos, que têm a maior parte das matérias-primas importadas,
estão chegando ao campo com custo muito elevado.
Seguro
Outro fator que tem agradado o produtor é a possibilidade de,
novamente, contratar seguro para a cultura. Dessa forma, ele tem
mais segurança no momento de optar pela lavoura de trigo.
Comercialização
O Brasil atualmente depende do trigo argentino. Entretanto, o
país vizinho tem enfrentado problemas o que culminou com o
fechamento das exportações. Por isso, segundo o analista de
comercialização da Coopermota, José Ignácio Dias, o mercado do
cereal tem subido bastante. Ele relata que na safra 2007 o preço
do saco foi de R$ 27.
Hoje, na entressafra, está mantendo R$ 46. O país consome
atualmente entre 10 e 11 milhões de toneladas de trigo. Já sua
produção é de 4 milhões. “Esse preço é devido ao
desabastecimento interno. Isso fez com que o produtor brasileiro
voltasse a plantar uma área maior do que a da safra passada.
Porém, acredito que o mercado permanecerá nos atuais níveis de
preço, ao menos até a entrada da nova safra”, comentou o
analista. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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