Devido à estiagem que está afetando várias cidades
do país ultimamente, algumas culturas agrícolas
podem estar comprometidas. No município de Cândido
Mota faz 40 dias que não chove. A última chuva que
ocorreu no dia 24 de junho foram 27 milímetros,
índice considerado na época bom para a plantação,
pois o clima já estava seco.
O engenheiro agrônomo da Coopermota, Wilian Zardetto
disse que o trigo é o produto que mais está sendo
afetado, pois a estiagem lhe pegou no meio do ciclo
de desenvolvimento. Estima-se que cerca de 30% da
produção não poderá ser utilizados, tendo em vista
que a umidade baixa do ar também está trazendo
algumas mudanças.
“Este ano nós não esperávamos essa estiagem, porque
todos os metereologistas haviam dito que iria chover
nesta época, porém não foi o que houve. Isso está
nos prejudicando em alguns sentidos como o trigo por
exemplo, que iremos ter perdas. Além disso a umidade
baixa faz com que o dia da colheita não seja
exatamente na época esperada, por isso tem que haver
uma umidade do ar e chuvas relativas”, afirmou o
agrônomo.
Apesar da situação existente Wiliam ressalta que
este ano a perda não será muito grande, e ainda
afirma que já houve tempos piores.
O milho, segundo ele, é o único que está escapando
da seca. “A colheita do milho já começou, então como
a estiagem não o pegou no meio do ciclo e sim no
final, a colheita será boa, sem perdas”, concluiu.
(Colaborou Tamara Mecina / Estagiária de
Jornalismo)