No último sábado, uma equipe da Vigilância
Epidemiológica visitou propriedades rurais às
margens do Rio Paranapanema, com o intuito de
colocar placas informativas a respeito da febre
maculosa. “A febre maculosa é uma doença transmitida
pela picada do carrapato do gênero Amblyomma
Cajennense, popularmente conhecido como carrapato
Estrela, e que pode matar se não for tratada a
tempo. Esse carrapato tem como hospedeiros naturais
cavalos e capivaras, animais que com alta frequência
habitam as margens dos rios de nossa região”, disse
a secretária municipal de Saúde e Higiene, Amanda
Mailio Santana.
A região visitada pela equipe foi classificada como
área de risco pela equipe da Sucen, que recentemente
realizou pesquisa acarológica; frente a um caso
confirmado de febre maculosa no município de Assis.
O paciente esteve pescando às margens do Rio
Paranapanema, numa área de mata ciliar onde há
presença de primatas (bugio).
Segundo a Sucen, a colocação de placas informativas
sobre os riscos de infestação por carrapato faz
parte das medidas educativas, que visam informar os
frequentadores desses locais sobre os riscos de
infestação por carrapatos. Os mesmos devem ser
informados a procurarem um serviço médico caso forem
parasitados pelo carrapato e apresentarem febre em
um período de 2 a 14 dias.
“A prevenção como sempre é o melhor e mais eficaz
meio de evitar a febre maculosa. Estamos elaborando
ações educativas e preventivas, que já estão sendo
desenvolvidas pela nossa Secretaria, através da
distribuição de folhetos informativos, bem como a
sinalização das áreas de reconhecida transmissão,
com colocação de placas”, falou o prefeito Roberto
Bueno.
Quanto à prevenção ambiental: rotação de pastagem;
aparar o gramado o mais rente ao solo, facilitando a
penetração dos raios solares; consultar o
veterinário para manter cães, cavalos e outros
animais livres do carrapato.
“Os sintomas para casos suspeitos são febre moderada
a alta; dor de cabeça; dores no corpo, manchas
vermelhas e história de picada de carrapato e / ou
freqüentado área de transmissão. Deve-se, nesse
caso, procurar a Unidade de Saúde mais próxima e não
esquecer de relatar que foi picado por carrapato.
Para maiores esclarecimentos entrar em contato com a
vigilância epidemiológica pelo telefone 3341-1373”,
finalizou Amanda Mailio.
Medidas preventivas individuais
1- Utilizar camisas de mangas longas e calças
compridas, de preferência de cores claras, com a
parte inferior dentro das meias para visualização do
carrapato na vistoria. Pode ser utilizada uma fita
adesiva prendendo a meia à calça com a parte colante
para fora, dando aderência e visualização do
carrapato. A lavagem da roupa deve ser realizada em
água fervente.
2- Evitar caminhar, sentar e deitar em áreas
conhecidamente infestadas por carrapatos.
3- Vistoriar o corpo minuciosamente a cada 2 ou 3
horas, prestando atenção à forma jovem do carrapato
( micuim), que é mais difícil de visualizar .
4- Tomar banho quente utilizando bucha vegetal.
5- Ao encontrar carrapato(s) fixado(s) ao corpo
deve-se prosseguir da seguinte forma:
a. não espremê-lo com as unhas, evitando assim uma
possível contaminação,
b. não encostar objetos aquecidos tais como cigarro,
fósforos e agulhas;
c. retirá-lo com calma através de leves torções com
a pinça, evitando que a parte do aparelho bucal
fique na pele, o que permite a contaminação;
d. enviá-los a unidade de Saúde ou Vigilância
Epidemiológica para serem identificados.