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Bolivianos
conhecem difusão de tecnologia da Coopermota
Na semana passada a Coopermota
recebeu a visita dos bolivianos Yukiwiro Miyasato, Misaowi
Nakawatsu e Kenji Bravo. Eles foram acompanhados por
pesquisadores do Iac/Apta. Os visitantes são integrantes da
Cooperativa Agroindustrial Integral Colônias Okinawa - CAICO - e
do Centro Tecnológico Agropecuário da Bolívia - CATABOL.
O grupo está no Brasil para
conhecer como as cooperativas operam seus sistemas de cadastro
de produtores, visando a instalação de uma base de dados. Outro
objetivo é conhecer pesquisas para as culturas de soja e arroz,
assim como participar de uma capacitação sobre agricultura de
precisão.
Na Coopermota o grupo foi recebido
pelo presidente, Oscar de Gois Knuppel Neto, pelo gerente
comercial, Sandro José Amadeu, pelo conselheiro administrativo,
Benedito Prudente, pela assessora de cooperativismo, Inês Rosa,
e pelo gerente estratégico da Credimota, Luis Antônio Alves da
Silva. Na cooperativa os bolivianos conheceram sua estrutura
administrativa e física, bem como é feita à prática de difusão
de tecnologia aos produtores.
Durante a troca de experiências, o
representante da CAICO, Kenji Bravo, disse que na Bolívia os
agricultores fazem duas épocas de lavouras de soja, destinadas à
produção e sementes. Questionados pelo presidente da Coopermota
se o fato de plantar a cultura seguidamente não poderia aumentar
o problema da ferrugem asiática, haja visto que o Brasil tem
hoje o vazio sanitário - para controle da doença. Bravo
respondeu que deve ser por isso que os produtores bolivianos
estão tendo de fazer entre quatro e cinco aplicações de
fungicida. Sobre os transgênicos comentou que seu país autoriza
somente o plantio da soja, destacando que o cultivo de milho
geneticamente modificado ainda é proibido. Também sobre o milho,
apontou como países importadores do grão boliviano o Chile e o
Peru.
“Os nossos produtores estão
investindo no aumento da produção de sorgo, que tem se mostrado
uma boa opção para área de menor incidência de chuva”, comentou
Bravo.
Sobre bioenergia, o grupo salientou
que existe um interesse bem menor que no Brasil. Na Bolívia a
cana-de-açúcar é mais utilizada na produção de açúcar, menos
para o etanol, pois o governo é mais alinhado com a Venezuela.
Por esse motivo, não está dando importância para os
biocombustíveis como o Brasil.
“Nossa produção de açúcar é
exportada para os Estados Unidos e Peru. Somente uma pequena
parte é transformada em álcool, pois para nós é mais viável
produzir açúcar. Lá não temos linha de financiamento do governo,
assim como também não temos incentivo à construção de usinas de
álcool”, salientou o representante da Cooperativa boliviana.
Para o presidente da Coopermota,
Oscar Knuppel, o grupo ter escolhido conhecer a cooperativa é
uma grande satisfação, assim como valoriza o seu trabalho de
difusão de tecnologia e conhecimento.
“Nos sentimos prestigiados, pois
esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Mas nos
traz a responsabilidade de sempre buscar algo mais. Esse é um
dos diferenciais da Coopermota e é por isso que conseguimos
atender cada vez mais as necessidades de nossos cooperados”,
argumentou.
No Brasil, os bolivianos, além da Coopermota, estiveram no
Instituto de Economia Agrícola - IEA, na Coordenadoria de
Assistência Técnica Integral- CATI, na sede do Instituto
Agronômico de Campinas - IAC e participaram de uma capacitação
para agricultura de precisão, em Curitiba-PR. (Colaborou
Assessoria de Imprensa da Coopermota)
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