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Ex-ferroviários realizam confraternização
O ex-ferroviário, Jaime Cunha realizou no último dia 21, em
Assis, a 3ª Confraternização de ex-Ferroviários. O evento
ocorreu em uma chácara, às margens da rodovia Miguel Jubran,
pertencente também a um ex-ferroviário, Noronha, que trabalhou
na antiga Sorocabana. O evento reuniu cerca de 15
ex-ferroviários com objetivo de relembrar os velhos tempos de
trabalhos na Fepasa.
Segundo Jaime, com a realização desses encontros é possível
recordar o tempo de trabalho na ferrovia, além de se
confraternizar com os colegas de trabalho.
Para relembrar os bons momentos dos tempos da ferrovia foi
instalado na chácara um mural com várias fotos e documentos da
equipe.
“Essas reuniões visam reunir o reencontro daqueles que se
dedicaram e que ainda continuam tendo saudade do tempo em que
trabalhavam na ferrovia. Juntos conversamos, nos divertimos
relembrando fatos ocorridos na nossa época de ferroviário”,
disse Jaime.
Ele aproveita também para criticar a decisão do então governador
Mário Covas, que em 1998 passou para o governo federal o comando
da malha ferroviária, que por sua vez vendeu para a Ferroban o
que acabou causando o sucateamento da ferrovia no Estado e
principalmente na região.
“O então ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso,
vendeu a malha ferroviária para o Ferroban. Na época houve
grande demissão de ferroviários, pois inúmeras estações
ferroviárias, de São Paulo a Porto Epitácio, foram desativadas
devido à venda”, falou Jaime.
Na opinião de Cunha, que mais lucrou com a venda da ferrovia,
foram as empresas multinacionais que fabricam pneus, caminhões
e ônibus.
“Naquela época não existia os Bi-trens e Treminhão na estrada o
que atualmente é constante vermos esses meios de transporte
transitando por nossas estradas e consequentemente acabando com
as mesmas devido ao peso desses meios”, completa Cunha.
Ele ainda lembra, com saudade, do tempo em que existiam os três
trens passageiros noturnos que cortavam Assis e outras cidades
da região.
“Era muito bonito ver aqueles trens com luzes acessas cortando
os municípios com muitos passageiros. Era lindo ver toda aquela
movimentação nas estações que hoje já não existem mais, está
tudo sucateado”, finaliza Cunha.
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