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SP volta a exportar carne bovina para União Européia
Desde outubro de 2005, impedido de exportar carne bovina in
natura à União Européia, a decisão do Comitê Veterinário
Permanente da DG-Sanco, órgão responsável pela Saúde Animal
daquele bloco, permitirá a partir de julho que São Paulo retome
o comércio. A medida também é válida para o estado do Paraná.
Mesmo sem registrar a aftosa há 12 anos, o estado de São Paulo
vinha sendo penalizado em virtude dos casos da doença há cerca
de dois anos e meio nos Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná.
Durante este período, São Paulo deixou de exportar cerca de US$
1,5 bilhão em carne bovina para aqueles países.
O retorno das vendas externas só foi possível graças ao
reconhecimento pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) no
final de maio do status sanitário de livre de aftosa com
vacinação para São Paulo e mais 10 estados brasileiros, status
este suspenso desde os últimos registros da doença no país.
Para o secretário de agricultura e abastecimento, João Sampaio,
a reabertura do mercado é o reconhecimento do trabalho sanitário
realizado em conjunto pela Secretaria e Ministério da
Agricultura. “É um mercado de maior valor agregado, bom pagador
e formador de opinião, e o maior comprador da carne bovina
paulista in natura até o embargo”, afirma Sampaio.
O secretário frisa que agora se apresenta um novo desafio para
São Paulo, o trabalho de auditagem e certificação das
propriedades de criação de bovinos, incluídas na base de dados
do novo Sistema de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de
Bovinos e Bubalinos (Sisbov). Os Estabelecimentos Rurais
Aprovados no Sisbov (Eras) que forem considerados conformes
pelas regras serão indicados para a União Européia e,
conseqüentemente, habilitados após a publicação da decisão no
Jornal Oficial do bloco econômico. Até então, estavam
habilitados a exportar carne bovina para o bloco, os estados de
Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Espírito
Santo e Santa Catarina. (Colaborou Assessoria de Comunicação)
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