Ocorrência com trem descarrilado sobre rodovia em Assis dura 24h

Trabalhadores que prestam serviço para companhia ferroviária América Latina Logística (ALL), apoiado por bombeiros e trabalhadores de outras empresas empenharam-se durante toda a segunda-feira na remoção dos vagões de transporte de combustível líquido que descarrilaram em Assis. O trabalho foi finalizado por volta das 21h30, cerca de 24 horas depois do acidente, ocorrido em uma passagem de nível sobre a rodovia Raposo Tavares, na noite de domingo.

Devido ao risco de explosão durante o trabalho de transbordo dos combustíveis - gasolina e óleo diesel em volume estimado em 90 mil litros - guarnições do Corpo de Bombeiros sempre permaneceram de prontidão até o final da operação, conforme informou ontem pela manhã o sargento Antônio Sérgio de Souza, antes da troca de turno dos policiais, às 7h30.

Segundo o oficial, o acompanhamento dos bombeiros teve início por volta das 5h de segunda-feira, devido ao descarrilamento de cinco vagões e foi finalizado só depois da retirada do último vagão. “Veio uma máquina especial de Presidente Prudente para fazer a retirada e deixar o local em segurança”, contou o sargento.

Ele acrescentou que dois dos reservatórios de líquido inflamável ficaram no depósito da antiga Fepasa, em Assis. “Com estes houve mais dificuldade, pois teve que tirar o combustível antes de ser içado por um guindaste”, comentou.

Como já foi anunciado em nota pela ALL, as causas do incidente serão apuradas por uma sindicância, mas existe a suspeita de desestabilização dos trilhos. “Dos cinco descarrilados, dois estavam sem situação mais crítica e os demais também saíram dos trilhos. Felizmente eles ficaram na região lateral apoiada por pedras, pois caso não ficasse aterrado poderia ter uma tragédia”, analisou o sargento dos bombeiros, cogitando a possibilidade de um ou mais vagões cair e explodir sobre a pista da Raposo Tavares.

A operação teve apoio da Polícia Militar Rodoviária e de funcionários da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) principalmente na interdição do trecho da rodovia enquanto os guindastes removiam os reservatórios de combustível para evitar a aproximação de veículos e pessoas.