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Lei Seca garante uma vida salva a cada 2 dias
A Lei Seca vem poupando vidas no Estado de São Paulo. É o que
aponta o mais recente balanço da Secretaria da Segurança Pública
sobre homicídios culposos e lesões corporais culposas por
acidentes de trânsito. A comparação entre 2009 e 2008 aponta que
134 vidas foram salvas no ano passado, ou seja, pelo menos uma
vida poupada a cada 2,7 dias.
Em todo o ano de 2009 houve 4.536 mortes no trânsito, contra
4.670 em 2008 - a diferença são as 134 vidas poupadas. As lesões
corporais em acidentes também caíram, de 141.119 em 2008 para
130.257 no ano passado: 10.862 a menos.
O êxito da Lei Seca deve ser considerado ainda maior que o
apontado, já que a nova legislação teve início em 20 de junho de
2008. Ou seja, o último semestre de 2008 já foi sob vigência da
Lei Seca, reduzindo mortes e acidentes. A Secretaria já havia
identificado a redução de acidentes e mortes no trânsito quando
a medida completou um ano, no fim do primeiro semestre de 2009.
Os números já apontavam para forte redução.
Tal sucesso se deve às ações de fiscalização da polícia
paulista, que tiveram reforço de 470 bafômetros comprados pelo
Governo do Estado - investimento de R$ 2,7 milhões para a
realização de operações de “Direção Segura” na capital, nas
rodovias e no interior do Estado. Os bafômetros começaram a ser
utilizados nas operações em junho de 2008. Antes, o Estado
possuía 158 bafômetros para a fiscalização.
A Polícia Militar paulista realiza intensa fiscalização para
aplicação da Lei Seca. Desde março de 2007, antes da Lei Seca,
realiza a “Operação Direção Segura” de combate a embriaguez ao
volante, pois acredita que só a existência da lei não é capaz de
reduzir o número de mortes e de acidentes no trânsito. Nas
operações “Direção Segura”, motoristas que dirigem alcoolizados
são autuados em flagrante, têm a carteira de habilitação
apreendida, recebem multa e, conforme a dosagem de álcool no
sangue, podem ser presos em flagrante. Em 2009 a PM modificou a
forma de fiscalização aos motoristas, o que resultou em maior
abordagem e conseqüente autuações. (Colaborou Assessoria de
Imprensa e Comunicação)
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