Professores da rede estadual podem entrar em greve hoje

Os estudantes da rede estadual de ensino podem ficar sem aulas a partir desta quarta-feira caso a direção regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em Assis, opte pela adesão à greve decidida em assembléia realizada no dia 29 de maio, em São Paulo. Até ontem, os professores aguardavam decisão para só então tomar decisão. Na última sexta-feira, algumas escolas de Cândido Mota chegaram a ter 100% de adesão na paralisação de um dia.

Em escolas como a José dos Santos Almeida (Grupinho), a Profa. Clotilde de Castro Barreira (Grupão) e Dr. José Augusto de Carvalho, o GÉ, os alunos que não teriam aula na sexta-feira já foram previamente avisados da paralisação dias antes e não foram para a aula.

“Aqui não teve dispensa de alunos. Os professores já tinham conversado anteriormente com todos os alunos e eles nem vieram, com exceção dos estudantes que teriam aula com os docentes que não aderiram à paralisação”, declarou Eliana Belavenutti, diretora do Grupinho, que acrescentou a informação de que nesta quarta-feira a previsão era de que haveria aula normal.

O protesto organizado pela Apeoesp é contra os Projetos de Lei Complementares (PLC) 19 e 20, que de acordo com os sindicalistas gerariam perdas salariais aos docentes e também ofereceria dificuldades na contratação de professores temporários. Além disso, uma lista de reivindicações foi apresentada na capital paulista durante a manifestação na praça da República, em frente à Secretaria Estadual da Educação. Uma delas é o reajuste de 27,5% para a reposição de perdas ocorridas desde 1998.

Na ocasião, os manifestantes, estimados pelos representantes sindicais em cerca de 5.000 pessoas, fizeram referência aos recentes livros que foram destinados a alunos da 3ª série, que traziam conteúdo inadequado para crianças. Após o episódio, o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, determinou o recolhimento dos exemplares.

O protesto dos professores também um boneco que ironizava o valor do vale alimentação dado aos docentes, chamado de “vale coxinha”.

Reivindicações

• Melhores condições de trabalho

• Estabilidade no emprego

• Concurso público respeitando o tempo de serviço do servidor

• Garantia de 33% da jornada para atividades extraclasse

• Máximo de 35 alunos no ensino médio e 30 no ensino fundamental

• Reposição salarial imediata de 27,5%

• Piso salarial de acordo com o Dieese