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Dia do Cooperativismo é celebrado
em julho
O Sistema Cooperativista comemora
no próximo sábado, 5, o Dia Internacional do Cooperativismo. Com
7,6 milhões de filiados a cooperativas rurais e urbanas no
Brasil, a cooperação tem como intuito unir pessoas voltadas para
um objetivo comum, que visam alcançar os desígnios propostos
pelo grupo.
Segundo dados, no campo, a produção
gerada pelas cooperativas brasileiras é de R$ 60 bilhões, o que
corresponde 2,85% do PIB nacional.
Em Cândido Mota este movimento data
da década de 50, quando a principal atividade agrícola da região
era a produção de café. Um grupo de produtores se juntou e
decidiu se unir na forma de uma cooperativa para que juntos
pudessem ter mais forças. Os pioneiros desta ação foram Joaquim
Galvão França, Jair Ribeiro da Silva, Gilfredo Boreti e Lázaro
Inácio Dias, que fundaram a cooperativa de produtores de café
para poder auxiliar toda a região na produção, beneficiamento e
comercialização do produto. Dessa forma, foi fundada em 1959 a
Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana de Cândido
Mota - Coopermota.
Hoje, próximo a completar 50 anos
ao lado do agricultor, a cooperativa mantém os valores
cooperativista vivos entre seus membros. Oferece, ainda, ao
produtor assistência técnica qualificada, um vasto portifólio de
produtos, beneficiamento e armazenamento da produção, garantindo
sempre segurança e melhor condição de comercialização. Investe
também em educação, promoção da saúde no campo, difusão de
tecnologia, capacitação de seus trabalhadores e cooperados.
Outra vantagem do sistema
cooperativista é que os administradores da cooperativa são
cooperados, eleitos pelos mesmos, tendo conhecimento e
representatividade das necessidades do setor. Assim também
acontece com o conselho fiscal, eleito entre os cooperados e que
tem o poder de fiscalizar tudo que achar necessário.
Na visão do presidente da
Coopermota, Oscar Knuppel, o cooperativismo é um modelo que se
encaixa muito bem na agricultura, visto que esta é uma atividade
de alto risco e baixa rentabilidade, principalmente na região,
onde maioria são mini e pequeno produtores. “A cooperativa
consegue agregar todos, pequenos ou grandes. Isso os torna mais
fortes. É a partir desta força que a cooperativa consegue buscar
mais tecnologia, melhores condições para compra de insumos,
comercialização da produção. Pois o produtor sozinho tem menor
poder de barganha junto as empresas do ramo, que são na maioria
multinacionais”, destaca.
Além disso, acrescenta Knuppel,
outra vantagem da cooperativa é que ela é a empresa do produtor,
onde ele pode opinar sobre os rumos do negócio, pois tem acesso
às condições financeiras, ao balanço. “A todo o momento o
cooperado pode saber o que acontece na sua empresa. Para
garantir ainda mais transparência, anualmente é realizada a
assembléia, onde é apresentado o balanço auditado por uma
consultoria externa e o parecer do Conselho Fiscal. Estas
medidas avalizam as ações da cooperativa e propiciam segurança
ao cooperado, que tem a certeza que após passar por toda a
dificuldade de uma safra terá a tranqüilidade de armazenar na
Coopermota. Soma-se a esta segurança, o compromisso de só
comercializar a produção do cooperado na hora que ele assinar
opção de venda, ou seja, ele opta pelo melhor momento de
comercialização. Vale ressaltar, porém, que o cooperativismo é
um modelo bom, mas para dar ter sucesso é preciso ter a
participação da sociedade, bem como administradores competentes
e capacitados. Caso contrário, o sistema não se consolidará”,
comentou o presidente. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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