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Citricultores podem ter seguro
Atendendo solicitação do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB),
a Secretaria de Estado da Agricultura apresentou uma proposta de
criação de seguro agrícola que garanta a cobertura dos riscos
causados pelo cancro cítrico e greening, tendo como estipulante
o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e como segurados
citricultores e contribuintes do fundo. De acordo com
informações da assessoria técnica do governo do Estado, a
proposta encontra-se na Superintendência de Seguros Gerais (Susep)
para a devida aprovação.
“Tratam de duas doenças sérias, com as quais os produtores estão
sendo obrigados a conviver, o que exige atitudes e recursos
contínuos para o combate”, ressaltou Pedro Tobias em sua
indicação número 1172/08 encaminhada ao governador José Serra.
Quanto ao cancro cítrico, a proposta desenvolvida pela
Secretaria de Estado da Agricultura prevê indenizar o
proprietário do pomar pelas plantas contaminadas, raios e
talhões erradicados, até os valores abaixo, observado o valor do
LMI da proposição dividido pelo número de árvores asseguradas :
valor a indenizar para plantas erradicadas conforme a idade da
planta (1 ano - R$ 7,00); (2 anos - R$ 10,00); (3 anos - R$
15,00) e de 4 anos em diante (R$ 25,00).
Ainda conforme a proposta do governo do Estado, o valor em risco
está estimado em R$ 3,8 bilhões, composto de 170 milhões de
plantas, sendo 80% acima de três anos e 20% em formação, abaixo
de três anos. Há ainda cláusulas sobre varredura e de
indenização complementar.
Na proposta de seguro contra o cancro cítrico também há
participação obrigatória do segurado (P.O.S.), aplicada conforme
o número de medidas de prevenção da propriedade no momento do
sinistro : categoria 1 - ter pelo menos 5 medidas de prevenção -
0% P.O.S: categoria 2 - ter 4 medidas de prevenção - 5% P.O.S.;
categoria 3 - ter 3 medidas de prevenção - 10% P.O.S.; categoria
4 - ter 2 medidas de prevenção - 15% P.O.S.; categoria 5 - ter 1
medida de prevenção - 20% P.O.S., categoria 6 - não ter nenhuma
medida de prevenção - 30% P.O.S.
A Secretaria de Estado da Agricultura também determinou medidas
de prevenção na propriedade, como ser totalmente fechada e com
acesso restrito; sistema de desinfecção fixo na entrada da
propriedade para veículos e materiais; Bin na propriedade;
maquinaria de colheita e transporte próprios; quebra vento ou
cerca viva na divisa de maior risco, vestimentos apropriados
para colhedores e árvores plantadas há 1 ano, originárias de
mudas provenientes de viveiros fechados.
Quanto à proposta de seguro contra o greening, o Estado pretende
indenizar o proprietário do pomar pelas plantas contaminadas da
seguinte forma : limitada ao máximo de R$ 4,50 por planta
erradicada, correspondente ao valor de reposição da planta por
uma muda de viveiro telado e registrado. O valor em risco é de
R$ 765 milhões e o LMI da Proposição é de R$ 5 milhões,
divididos proporcionalmente ao número de árvores por propriedade
assegurada.
Entre as obrigações do estipulante estão a realização de
inspeções prévias em todo parque citrícola e relatar à
Seguradora todas as inspeções realizadas, bem como coletar todos
os dados e documentos necessários para a confecção da proposta
do seguro.
Já ao segurado caberá ter entregue os dois últimos relatórios
semestrais exigidos pela norma 32 do Estado de São Paulo e
realizar em todas as plantas contaminadas pelo greening exames
de confrimação da doença nos laboratórios do Fundecitrus ou
oficiais.
O contrato deverá ser assinado entre Porto Seguro, Proposta
Corretora de Seguros e Fundecitrus, garantindo a renovação do
seguro pelo prazo de cinco anos. As taxas, inspeções e condições
gerais serão negociadas anualmente em função de resultados e a
taxa do seguro será de 0,89% sobre o valor em risco contratado.
O cancro cítrico é um dos principais problemas da cictricultura
mundial. É uma doença causada por bactéria que proporciona
grandes danos às plantas e não é controlada de forma eficiente
pelo uso de defensivos agrícolas. O risco da doença agrava-se
pela facilidade de disseminação. Já o greening, a nova doença
que ameaça a citricultura paulista, é considerada a mais
devastadora dos pomares. A bactéria causadora da doença é
transmitida por insetos e afeta os sistemas vasculares da
planta, movendo-se dentro da árvore até que toda a copa seja
afetada, tornando a produção desprezível.
Buscando sensibilizar o governador José Serra sobre a
importância da criação de um seguro agrícola contra o cancro
cítrico e o greening, o deputado Pedro Tobias salientou em sua
propositura que a cictricultura paulista gera milhares de
empregos e riquezas para o Estado de São Paulo e, agora, tal
iniciativa encontra-se junto à Superintendência de Seguros
Gerais (Susep) para a devida aprovação. (Colaborou Assessora
de Imprensa)
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