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Servidores retornam após firmação de acordo
Após 120 dias em greve, os Servidores do Judiciário do Estado
que reivindicavam reposição salarial, entre outras melhorias
para a categoria, suspenderam a greve devido à assinatura de um
acordo entre os representantes de associações e entidades e o
presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, firmado durante
uma audiência de conciliação nesta quarta-feira, dia 1º. Em
Cândido Mota, conforme explicou o servidor, Michel Ricardo
Fonseca, os servidores retornam hoje, dia 3.
“Ontem, logo após a assinatura do acordo, foi decidido em
assembléia que a greve está suspensa, pois retornaremos e eles
se prontificaram a cumprir o que foi prometido, porém
continuamos em estado de greve e caso não seja cumprido
retomaremos o movimento. Acredito que o Tribunal irá cumprir,
porém se ao vencer o prazo, eles não fizerem nada do que foi
firmado em acordo, nós iremos novamente à luta”, disse Michel.
Ele ainda acrescentou que, na capital e região metropolitana os
servidores retomaram ontem as atividades, porém no interior o
retorno ficou para hoje.
No acordo assinado o Tribunal se compromete a proceder a
revisão, relativa à reposição pretendida no dissídio coletivo
(20,16%), a partir de janeiro de 2011, visando atingir, no
mínimo, 4,77%. A retroatividade a março deste ano fica
condicionada a um aporte financeiro, que pode, eventualmente,
vir. Caso contrário, em janeiro, o assunto será também
discutido, na referida revisão.
Os servidores compensarão as horas paradas, mediante mutirão
e/ou utilização do banco de horas, licença prêmio, crédito de
férias atrasadas, FAM, ficando a critério de cada um, até 31 de
julho de 2012. Os dias não compensados serão registrados como
faltas injustificadas, a partir de 1º de agosto. Ficam, ainda,
liberados os pontos dos servidores grevistas para contagem de
quaisquer vantagens pessoais, tais como férias, quinquênios,
licença prêmio, e, eventuais aposentadorias, cessando, assim,
futuros descontos, em razão do movimento grevista.
A devolução das faltas já descontadas, virá em folha
suplementar, durante o mês de setembro deste ano. Os auxílios
alimentação e transporte descontados, serão pagos em dez dias,
aos auxiliares judiciários.
Não haverá sanções administrativas aos funcionários em
decorrência da greve, por seus atos e manifestações.
“Foi uma grande vitória, pois a categoria conseguiu um acordo e
através de assembleia foi definido que seria a melhor solução
no momento. Assim como em todo o Estado, em Cândido Mota nós
finalizamos o movimento com cerca de 30% de servidores
paralisados”, acrescentou Michel.
Cândido-motense participa de acordo
A cândido-motense, Yvone Barreiros Moreira, presidente da
AOJESP - Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São,
participou da audiência de acordo, em São Paulo. Ela explicou
aos servidores que o acordo quanto à reposição salarial, foi o
possível no momento e muito longe do ideal, o que justifica que
os servidores permaneçam em estado de greve, acompanhando o
andamento do orçamento e marcando reuniões nas Comarcas e Fóruns
da Capital. “Os servidores estão de parabéns pela longevidade da
greve. A beleza do movimento está na luta deles em defender os
seus direitos. Não existe no Brasil outro acordo em dissídio
coletivo feito por servidores públicos. No dia 30 de setembro, o
Orçamento do Estado chega à Assembleia Legislativa e temos que
estar lá para que não aconteça corte neste Orçamento. Não se
desmobilizem. Pior que a dor de ser vencido é a de nunca ter
lutado”, ressaltou.
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