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Abam apoia workshop promovido pelo IAC
O Workshop que será realizado pelo IAC (Instituto Agronômico de
Campinas), nesses dias 9 e 10, é visto pelo presidente da Abam,
Antonio Donizetti Fadel, como uma importante oportunidade do
setor produtivo colocar à mesa os problemas que enfrenta no seu
dia a dia. Intitulado ‘Os Desafios da Produtividade com
Sustentabilidade na Cadeia Produtiva de Mandioca na Região
Centro-Sul do Brasil (Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso
do Sul e Santa Catarina)’, o workshop pretende analisar as
mudanças ocorridas ao longo dos anos no setor, e discutir uma
agenda futura, principalmente para a área de pesquisa no Brasil.
O encontro tem entre seus objetivos promover a integração de
todas as instituições e pessoas voltadas à produção agrícola de
mandioca industrial na região Centro-Sul. “Os convidados foram
escolhidos no rol das pessoas que são do nosso conhecimento e
que trabalham com mandioca industrial no complexo agroindustrial
formado por esses Estados”, salienta a Pesquisadora do IAC,
Teresa Losada Valle, responsável pela organização.
Teresa explica que o encontro se dará de maneira bastante
informal, e se concentrará em discussões técnicas relacionadas à
cultura da mandioca. Foram eleitos seis temas, considerados base
da produção na região Centro-Sul: desenvolvimento de novas
variedades; controle fitossanitário; comercialização e
rastreabilidade; sistemas de produção; e, mecanização da
lavoura. “Faremos um breve histórico dos progressos obtidos em
cada uma dessas áreas, para orientar as discussões, e uma agenda
mínima de assuntos a serem trabalhados no futuro, focada nos
problemas e necessidades atuais”, esclarece.
A agenda a ser extraída do encontro objetiva, de acordo com
Teresa, servir de orientação para os interessados em produzir
conhecimento para a cultura da mandioca. O que se pretende,
explica, é que se estabeleçam diretrizes para que futuros
trabalhos com mandioca venham a produzir conhecimento e
tecnologia dentro das prioridades estabelecidas para o setor de
comum acordo.
“Acreditamos estar vivendo um momento peculiar para o setor,
face à modernização da agricultura, à presença da cana de
açúcar, e dos biocombustíveis. Isso nos traz questionamentos
sobre o quanto progredimos e como estamos nos preparando em
termos de tecnologia para enfrentar o futuro. Precisamos
estabelecer diretrizes, e, para isso, é importante ouvirmos os
integrantes do setor”, diz Teresa, ao justificar a iniciativa do
IAC em provocar o encontro.
Abam
A abertura do IAC ao setor produtivo para que opine e participe
das discussões ligadas aos rumos da pesquisa no País entusiasma
o Presidente da Abam, que propôs aos associados organizar uma
caravana de produtores e representantes de indústrias para
participarem do evento. Um ônibus, locado em parceria entre a
Abam, Sindicato das Indústrias de Mandioca do Estado do Paraná e
Sindicato Rural de Paranavaí (maior região produtora de raiz
desse Estado), possibilitará a participação de produtores e
agroindustriais no evento. “É importante que todos levem suas
opiniões, relatórios, fotografias, e outros elementos que possam
demonstrar os problemas que enfrentam, pois, assim, estarão
contribuindo para a busca de soluções focadas nas suas
necessidades”, pondera Fadel.
O presidente da Abam diz que a cadeia produtiva da mandioca
passa por momentos muitos difíceis, provocados, entre outros
aspectos, pela baixa produtividade das lavouras, e pelo ataque
de pragas como a Cochonilha, a Bacteriose, que atingiu 90% das
lavouras do Noroeste do Paraná, e também está ocorrendo em
outras áreas de plantio. O constante acometimento de doenças da
planta, somado às dificuldades de acesso a linhas de crédito
para custeio agrícola, tem, na avaliação de Fadel, trazido
desestímulo ao produtor de mandioca, que está se voltando para
outras atividades agrícolas.
Ele adiciona aos problemas do setor a concorrência com o amido
de milho, que é alternativo ao amido de mandioca em muitos
segmentos industriais. “Com a baixa produção e produtividade da
raiz, os preços da raiz sobem, empurrando pra cima o preço do
amido de mandioca, o que leva à perda de mercados para o milho.
Precisamos de maior atenção à pesquisa e desenvolvimento, com
objetivo de buscarmos variedades mais produtivas e resistentes,
sob risco de vermos nosso setor perder ainda mais mercado”,
observa Fadel. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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