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Presa em Assis mulher acusada de crime no PR
A Polícia Civil de Londrina prendeu, na madrugada de sábado,
mulher suspeita de atear fogo na filha de 5 anos no dia 9 de
janeiro, em Londrina, no Paraná. Valdirene Bueno, 29 anos,
estava foragida desde 14 de janeiro, quando a Justiça decretou a
sua prisão temporária. Ela foi encontrada escondida em um motel
na cidade de Assis.
Havia contra ela mandado de prisão temperária expedido pela
juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather, a
pedido do Ministério Público. Valdirene é acusada de tentativa
de homicídio. A prisão temporária dura 30 dias e pode ser
prorrogada por igual período e também pode ser convertida em
prisão preventiva.
O crime ocorreu no dia 9 de janeiro, na residência onde
Valdirene morava com os filhos, no assentamento São Marcos, zona
sul de Londrina. A menina brincava perto da geladeira, o que
acabou irritando a mãe, que jogou álcool nela e ateou fogo. A
agravante da situação é que a criança foi queimada por volta das
23h de uma sexta-feira e só foi encaminhada ao hospital quase 12
horas depois, na manhã de sábado, porque um parente foi à casa
de Valdirene.
A menina, em depoimento à Polícia - um inquérito na Delegacia da
Mulher apura o fato - confirmou que foi a mãe quem lhe queimou.
A criança tem 30% do corpo queimado e permaneceu várias semanas
internada no Hospital Universitário. A crueldade da ação chocou
vizinhos, que dias depois do crime apedrejaram a casa da mulher.
Ela estava foragida desde que sua prisão foi decretada.
Além da menina de 5 anos, Valdirene tem uma filha de 3 anos e um
bebê de 4 meses, que foram retirados de sua guarda. Em 2005, ela
foi acusada de dar marteladas na mão do filho, hoje com 9 anos,
que também não vive mais sob a guarda de Valdirene.
A mulher está presa no 3º Distrito Policial em uma cela separada
das outras detentas e responderá por tentativa de homicídio.
Segundo o delegado chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil,
Sérgio Barroso, a mulher ateou fogo na filha para castigá-la. No
entanto, em depoimento a mulher disse que não viu como a menina
teria se queimado, contradizendo a primeira versão do caso que
ela deu ao Conselho Tutelar, de que teria passado álcool na
filha para espantar mosquitos.
O caso
O crime aconteceu na noite de 9 de janeiro, na casa da família
localizada em zona sul. A menina sofreu queimaduras em cerca de
30% do corpo. De acordo com a conselheira tutelar Ana Lúcia
Walichek, a denúncia foi feita pela própria criança aos
socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A menina contou que a mãe teria jogado álcool nela e ateado
fogo, depois que ela desobedeceu a ordem de não se esconder
atrás da geladeira. Segundo a conselheira, mesmo a filha com
queimaduras pelo corpo, a mãe omitiu socorro. “A criança só foi
socorrida no domingo pela manhã, por volta das 10h, quando um
primo chegou à casa da menina e a viu com as queimaduras”,
relatou.
Em depoimento no final de janeiro, a menina confirmou que foi a
mãe que colocou fogo nela. A criança teve alta do Hospital
Universitário (HU) no dia 30 de janeiro.A criança fez os
tratamentos necessários e passa bem. (Colaborou Jornal de
Londrina e Folha de Londrina)
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