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APM emite comunicado sobre caso envolvendo médico
A regional de Assis da Associação Paulista de Medicina emitiu
comunicado ontem sobre caso envolvendo o médico ginecologista
Ariosvaldo Giansante. Ele estaria envolvido em fato ocorrido em
hospital de Assis, juntamente com o instrumentador cirúrgico
J.S.P., de 36 anos. O fato ocorreu na última terça-feira, logo
após procedimento realizado para a retirada de 160 gramas de
maconha que estava acondicionada na vagina da gestante M.J.A, de
32 anos.
A mulher esteve em Assis para visitar parente na penitenciária.
Ela, sem antecendentes criminais, teria reclamado que não
conseguira retirar a droga manualmente e teria pedido ajuda. A
mulher teria sido então levada ao hospital, onde foi realizado o
procedimento. De acordo com a polícia, minutos depois, duas
pessoas com um mototaxi teriam ido ao hospital para entregar R$
5.625 em dinheiro e um cheque no valor de R$ 2,2 mil.
O dinheiro, segundo a polícia, seria para pagamento do trabalho
de parto e da retirada da droga da gestante. A polícia acredita
que todos estejam envolvidos com o comércio de entorpecente e
associação ao tráfico de drogas. A mulher teve o bebê na noite
de terça-feira. O médico foi encaminhado à cadeia de Gália e os
demais acusados, à cadeia de Platina. A droga foi apreendida e
levada à delegacia de entorpecentes de Assis.
Comunicado da APM
Em nota, a Associação Paulista de Medicina - Regional/Assis,
emitiu esclarecimentos. Diz a nota:
“A APM - Associação Paulista de Medicina - Regional de Assis,
acompanha com todo interesse o ocorrido com o médico
ginecologista Ariosvaldo Giansante, devido à gravidade do fato e
as implicações daí advindas.
Achamos que no nosso regime legal todos são inocentes até prova
em contrário, e que dever-se-á assegurar amplo direito de defesa
ao profissional que há muitos anos exerce medicina na cidade,
atendendo suas pacientes e a população em geral, com reconhecida
eficiência.
Esclareça-se que o Ariosvaldo Giansante é membro do Corpo
Clínico da Santa Casa, onde os fatos ocorrerem. Não realizou
atendimento clandestino, já que abriu prontuário para a
paciente. Não foi preso em flagrante e nem qualquer valor pelo
serviço foi encontrado em seu poder.
Deve se levar em consideração, outrossim, o direito de sigilo
médico/paciente previsto na legislação médica,o que não o
obrigaria a fazer qualquer comunicado fora do ambiente
hospitalar.
Neste momento de maior tensão, o que esperamos é um serenar de
ânimos, evitando-se julgamentos precipitados ou penalizações sem
o amplo direito de defesa.
Acreditamos na lisura do trabalho da Polícia Civil, do
Ministério Público e do Poder Judiciário.
Faça-se, portanto, justiça dentro da lei”.
Israel Antônio Ferreira Cintra
Médico Presidente da APM - Regional de Assis
Antônio Loureiro Sobral
Médico Diretor de Defesa Profissional da APM - Regional de Assis
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