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Aposentado perde R$3.800 em golpe do telefone
Após a divulgação de matéria na edição de ontem do jornal O
Diário do Vale, relatando a prisão de uma das envolvidas no
golpe do telefone, aplicado recentemente no município, mais uma
vítima manifestou ter sido enganada. De acordo com a Polícia
Civil, um aposentado de 87 anos, procurou a unidade policial
para dizer que sofreu prejuízo de R$3.800 com o golpe.
Segundo a versão apresentada em boletim de ocorrência, o
aposentado recebeu no dia 20 de junho uma ligação a cobrar, onde
uma voz masculina dizia ser seu neto. A partir daí ele alegou
que teria se envolvido em um acidente de trânsito, lesionado a
perna, e precisava de R$1.200 para cobrir as despesas.
Mediante ao telefonema, a vítima acabou efetuando um depósito na
agência da Caixa Econômica Federal, agência 1190, conta corrente
0605/013/012. 533-5, que se encontrava em nome de Maria Luiza
Claudino dos Santos (presa na última quarta-feira).
Posteriormente, no período da tarde, o suposto neto tornou a
ligar, e solicitou mais R$500; valor este que também foi
depositado na conta citada anteriormente.
Já no dia 23 de junho, o suposto neto telefonou novamente, e
pediu-lhe a quantia de mais R$2 mil. Desta vez o dinheiro foi
depositado no Banco do Brasil, agência 1267-x, conta corrente
43.270-9, também em nome de Maria Luiza.
Se não bastasse todas as ligações efetuadas, e o montante total
depositado de R$3.700, no dia 24 de junho o aposentado recebeu
outro telefonema. Na oportunidade, foi pedido que ele colocasse
créditos no celular de número (11) 9138-3100. A solicitação foi
acolhida, e a vítima realizou duas recargas no valor de R$50
cada uma.
O aposentado alegou em depoimento que não comentou nada com seu
filho, pai do suposto neto, porque ele encontrava-se com
problemas de saúde. E só veio confirmar que tinha caído no golpe
mediante notícia divulgada na imprensa, onde se deslocou a
Polícia para registrar boletim de ocorrência.
Golpe
O golpe do telefonema, ocasionou prejuízo de aproximadamente
R$10 mil em Cândido Mota. As vítimas também efetuaram depósitos
em contas correntes, todas em nome de Maria Luiza Claudino dos
Santos, que acabou sendo presa pelo delegado Luiz Antonio Ramão
em Pindamonhangaba.
Ela disse em sua versão que forneceu as contas bancárias para
ajudar um amigo, sendo que ele lhe pedia para efetuar saques,
dizendo que eram referentes a venda de tecido.
Mediante tal contexto e outras informações obtidas o inquérito
policial continua em andamento, e Maria Luiza deve permanecer
presa, até o esclarecimento total dos fatos. Como sua prisão
temporária se encerra no sábado, o delegado deve pedir a
prorrogação por mais cinco dias. Ela está presa em Lutécia.
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