|
Preços agropecuários têm alta de
1,79%
O levantamento realizado pelo
Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de
Agricultura e Abastecimento, mostra alta de 1,78% nos preços
recebidos pelo produtor paulista. Os produtos de origem vegetal
(IqPR-V) registraram variação positiva de 1,97% e os de origem
animal (IqPR-A) de 1,31%.
Os produtos com as maiores altas
foram: ovos (10,79%), laranja para mesa (10,35%), carne de
frango (8,36%), amendoim (8%), trigo (7,10%) laranja para
indústria (7,07%) e soja (6,86%). As maiores quedas foram:
tomate para mesa (30,79%), banana nanica (20,12%), carne suína
(18,89%) e feijão (12,33%).
Segundo os pesquisadores do IEA, a
alta do preço dos ovos é decorrente da tendência de aumento de
consumo, em virtude do início do ano escolar e do período de
quaresma. Para a carne de frango, o menor alojamento de
pintinhos diminuiu a oferta, contribuindo assim para o aumento
das cotações.
Nas laranjas - indústria e mesa - o
maior consumo de suco no verão associado à escassez relativa de
produto nesta época do ano impulsionou os preços para cima. Além
disso, as desvalorizações da moeda nacional frente ao dólar
pressionam para elevação dos preços internos de produtos com
formação de preços no mercado internacional, casos da laranja
para indústria, trigo e soja.
De acordo com a análise, os preços
do tomate continuaram em queda, ainda em virtude do ajuste de
preço de mercado. Para a banana, a variação negativa no período
reflete a grande oferta de frutas nessa época do ano.
No caso do feijão, o recuo dos
preços decorre de que, após a safra paranaense ter se
normalizado e a quebra absorvida pelo mercado, as colheitas das
novas regiões ofertantes nesta época do ano, estão dentro de
padrões normais, com relativa sobra de oferta, o que implica em
queda dos preços recebidos pelos produtores.
Nesta quadrissemana, os índices
quadrissemanais de preços perderam força na tendência de alta,
sendo que o IqPR decresceu 0,6 ponto percentual, o IqPR-V 0,5
ponto e o IqPR-A 0,8 ponto percentual, o que demonstra uma
ligeira diminuição na recuperação nos preços pagos aos
produtores. O estudo completo está disponível no site do IEA:
www.iea.sp.gov.br (Assessoria de Comunicação)
|