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Professores encerram paralisação
A paralisação das atividades dos professores que dão aulas nas
escolas estaduais, que estava prevista para acontecer na
quarta-feira, não foi concretizada. Em Cândido Mota e nos
municípios da região, houve aula normalmente, de acordo com o
Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo (Apeoesp). Os estudantes podem continuar frequentando os
estabelecimentos de ensino, já que também não há previsão para
novas mobilizações nos próximos dias.
Enquanto isso, em São Paulo, foi decidido pelo fim da
paralisação. Em novo encontro entre professores e funcionários
da rede estadual de São Paulo, ocorrido no estacionamento da
Assembleia Legislativa de São Paulo. Porém, os docentes
declararam que permanecerão em “estado de pré-greve” e uma nova
assembleia está prevista para o dia 16 de junho.
Em documento enviado à imprensa, o secretário estadual de
Educação, Paulo Renato Souza afirmou que “os professores
mostraram maturidade, pois não há motivo pra fazer a greve e
prejudicar principalmente os estudantes, que seriam os
principais afetados pelo movimento”.
Além do entorno da Assembleia Legislativa, as galerias do
plenário Juscelino Kubitschek ficaram lotadas de professores que
acompanharam às 15h uma audiência pública para debater dois
projetos de autoria do governador do Estado, que tramitam na
casa e tratam de questões relacionadas aos servidores da
Secretaria Estadual da Educação, instituindo novas regras para a
contratação de professores e apresentando a criação de duas
novas jornadas de trabalho.
São os projetos de lei complementar 19 e 20, que os servidores
manifestaram serem contra. Por conta disso, o governador José
Serra enviou um aditamento ao PLC que trata da contratação de
professores temporárias, no qual amplia de um para dois anos o
tempo máximo de contrato para estes docentes.
No texto original, os professores poderiam ser contratados por
apenas um ano e, após este período, teriam que ficar 200 dias
fora da rede estadual antes de concorrer novamente à atribuição
de aulas. A mudança visa evitar uma rotatividade muito grande
dentro do prazo de contratação dos efetivos. No entanto, a
alteração não reduziu a insatisfação da categoria, segundo a
Apeoesp.
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