Por Marcus Motta
Os Sindicatos Rurais de Assis e Cândido Mota,
considerados pioneiros em ingressar ações na justiça
em benefício dos produtores rurais, anunciaram na
tarde de ontem, uma nova medida judicial. A decisão
foi divulgada na sede do Sindicato Rural de Assis,
contando com a presença do presidente Orson Mureb
Jacob, e o presidente do Sindicato de Cândido Mota,
João Antonio Ferreira da Mota, além de
representantes dos Sindicatos Rurais de Palmital,
Pedrinhas, Maracaí e Cruzália.
Na ocasião eles explicaram que a ação pretendida
visa o ressarcimento financeiro, dos produtores que
fizeram investimentos com recursos financiados pela
Poupança Ouro do Banco do Brasil, durante o plano
Color em 1990, entre os meses de março e abril.
João Motta declara que os produtores pagaram na
época um valor a mais, tendo em vista a disparidade
do índice de correção da poupança, perante os
elevados índices aplicados para financiamento.
“Sabemos que existem decisões favoráveis a este
ressarcimento, portanto resolvemos ingressar na
justiça a fim de obter esse dinheiro pago a mais.
Acredito que se todos os produtores inseridos nesta
situação, aderiram à causa, teremos grandes chances
de obter um resultado positivo”, declarou Motta,
mencionando que na região entre dois e três mil
produtores devem ter sido lesados com tal pagamento
indevido. Só no mês de março segundo ele pagaram
mais de 30%, além do necessário.
O presidente do Sindicato de Assis, reforça que o
Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre o
assunto e a ação já está ganha, estabelecendo índice
de correção de 41,28% para os produtores, portanto
acredita que mediante a atual mobilização na
justiça, o impasse poderá ser solucionado.
“Precisamos somar forças ao ingressar na justiça,
tendo em vista que a cobrança exagerada do banco
afetou não só os produtores de nossa região e do
Estado de São Paulo, mas do Paraná, Mato Grosso,
entre outras localidades. Precisamos que todos
aqueles que foram prejudicados se manifestem,
procurando inicialmente os Sindicatos de Cândido
Mota e Assis”, conclamaram os sindicalistas, dizendo
ainda que em breve devem viajar para a Federação da
Agricultura de Minas Gerais, que através de seu
corpo jurídico conquistou na justiça, uma revisão de
dívidas rurais, desde o plano Cruzado.
“Pretendemos verificar os procedimentos adotados
pela Federação, a fim de tentar viabilizar tal
medida, também em nossa região”, completaram os
presidentes dos Sindicatos, dizendo também que no
caso da ação judicial visando recuperar os valores
pagos a mais, será embasada em documentos, ou até
mesmo notificações se for preciso.