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CM realiza Festa de Reis na Pirapitinga
A organização da Festa de Reis de Cândido Mota espera reunir
mais de sete mil pessoas hoje, a partir das 9h, no bairro rural
água da Pirapitinga. A festa, que acontece desde 1928 no
município, vai ter missa às 9h, na igreja do bairro, e almoço a
partir das 11h. O encontro das três Bandeiras está previsto para
às 14h.
O festeiro é o agricultor Antoninho Vicentinho de Oliveira, o
‘Toninho Leiteiro’. Ele assumiu a festa em 1961, sucedendo o pai
Vicente Modesto de Oliveira Vicentinho, que realizou o evento
pela primeira vez em 1928. Hoje, Leiteiro tem o apoio dos filhos
na realização da festa, que tem em 2009 como organizador o
agitador cultural Sebastião Borges dos Reis, o ‘Tião Peroba’.
Segundo Toninho Leiteiro, o almoço terá 1.500 quilos de carne de
boi, 1.000 quilos de carne de porco, 1.000 quilos de carne de
frango. O cardápio prevê ainda arroz, feijão, macarrão e batata.
A preparação do almoço é de responsabilidade de voluntários,
amigos e familiares de Toninho Leiteiro. “A todos eu agradeço,
pois uma tradição não se mantém sem o apoio da comunidade.
Agradeço a todos, o prefeito e todos os voluntários que estão
nos ajudando”, disse o festeiro.
Por fim, ele garante que a expectativa para a festa ‘é a melhor
possível’. “As Bandeiras foram muito bem recebidas, desde 25 de
dezembro. Estamos felizes por mais um ano realizarmos a festa e
obtermos o apoio da comunidade. Se Deus quiser, quero participar
dessa festa até o último dia da minha vida. Ela é a própria
história da minha família”, completou Leiteiro.
História
A origem da Comemoração do Dia de Reis remete-nos há muito tempo
atrás. Segundo a primitiva liturgia, no dia 6 de Janeiro
celebrava-se a comemoração do Natal, da Epifania ou manifestação
de Deus, o Baptismo de Jesus e o milagre das Bodas de Canaã. Só
a partir do séc. V é que a adoração dos Reis Magos começou a ser
celebrada no Ocidente. Foi também nessa altura que se decidiu
separar a Epifania do Natal, que passou para o dia 25 de
Dezembro.
No início, os Reis Magos eram representados quase sempre por
dois, quatro ou seis personagens e unicamente como magos. O
número três só ficou estabelecido a partir do séc. IV. Os nomes
pelos quais hoje são conhecidos surgiram apenas um século depois
e até o século VI não se encontram registros do título de reis.
No séc. XVI foi introduzido o traço racial, aparecendo pela
primeira vez um Baltazar preto. Os três reis foram identificados
como Sem, Cam e Jafé, os três filhos de Noé, que segundo o
Antigo Testamento, representavam as três raças que povoavam o
mundo. Desta forma, Melchior, o ancião de cabelos brancos,
simboliza os herdeiros de Jafé, os europeus que oferecem ao
Menino Jesus um presente de ouro que testemunha sua realeza. O
louro e jovem Gaspar representa os semitas da Ásia, cujo bem
mais apreciado é o incenso, símbolo da sua divindade, e
Baltazar, negro e com barba, identifica-se com os filhos de Cam,
os africanos, que entregam a mirra, em alusão à paixão e
ressurreição.
A Bíblia relata como uma estrela guiou os três Reis Magos desde
o Oriente e indicou o lugar onde se encontrava o Menino Jesus ao
deter-se sobre o presépio. Muitas são as teorias que tentam
explicar este milagre. Entre elas, está a de que se tratava do
brilhante planeta Vénus, da passagem dos cometas Halley ou
Hale-Bopp, de uma supernova, uma ocultação da Lua... Uma das
hipóteses mais aceites foi a proposta por Johannes Kleper em
1606. Segundo este astrônomo, tratar-se-ia de uma rara tripla
conjugação da Terra com os planetas Júpiter e Saturno, passando
o Sol nesse momento por Peixes. Esta conjugação apresenta-se aos
olhos do observador terrestre como uma só estrela muito
brilhante. Outra hipótese mais recente é a de que se tratava de
uma nova estrela brilhante observada próxima da estrela Theta
Aquilae. A estrela de Belém é relembrada situando-a tanto na
representação do presépio como na ponta da árvore de Natal.
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