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Economista dá dicas de como programar as despesas
Passada a empolgação das festas de fim de ano, chega o mês de
janeiro com uma série de despesas extras para se somarem às já
tradicionais extravagâncias no consumo de fim de ano. Além das
diversas contas que todos têm para pagar, que incluem
churrascos, compra de roupas, acessórios e viagens de férias, os
brasileiros ainda se deparam com outras despesas como o IPTU,
IPVA e a compra de material escolar das crianças. Cabe a cada um
decidir se é melhor pagar à vista ou aproveitar os parcelamentos
oferecidos. Para isso vale a dica de uma especialista no
assunto, a economista Jaqueline Guiotti de Souza. Ela alerta que
a melhor opção são os pagamentos à vista que oferecem os
descontos. Isso, segundo ela, é uma dica válida para todas as
áreas.
“Pagar à vista ou parcelado é uma questão que depende do caixa
de cada pessoa e de qual o cenário que ela participa, porém a
melhor forma de se programar e não acabar endividado é procurar
as promoções e descontos e pagar à vista”, disse Jaqueline.
Ela ressalta ainda que para quem tiver o dinheiro disponível,
o aconselhável é o pagamento dos impostos à vista, priorizando
aqueles que oferecem mais desconto para o menor prazo. É o caso,
por exemplo, do IPVA e IPTU.
“Na verdade o ideal seria que as pessoas utilizassem o dinheiro
do 13º para pagar contas e fazer compras à vista para começar o
ano sem dever nada. Fazendo isso fica bem mais fácil programar o
pagamento das despesas que aparecem em janeiro, mas se isso não
for possível, nunca acreditar que o parcelamento é a melhor
saída, pois podem aparecer novas contas e que ocasionam o
acúmulo levando ao endividamento”, acrescentou ela.
Além disso ela completa dizendo que pensar em poupar o dinheiro
do 13º para pagar as contas em janeiro nem sempre é uma boa
ideia.
“Muitas pessoas acham melhor guardar o dinheiro em uma conta
para depois pagar, mas acabam adquirindo um produto que poderiam
comprar à vista, em diversas parcelas, o que encarece muito o
preço, e com isso o valor que irá ganhar com os juros, não
supera o desconto que poderia ter, caso comprasse à vista”,
explica.
E ainda complementa: “Todo mundo tem algum excesso, alguma coisa
que pode ser cortada. Basta registrar todas as despesas, por um
período de 30 a 90 dias, para identificar gastos desnecessários
"
Além dos impostos, o material escolar aparece como item de peso
na lista das despesas de início do ano. A regra nesse caso é
pesquisar muito os preços e não se deixar seduzir pelos objetos
mais caros, decorados com os personagens preferidos pelas
crianças.
Ele também sugere que as pessoas aproveitem essa época de início
do ano para fazer um orçamento detalhado de que tudo que gasta
para ver para onde está indo o dinheiro e identificar o que pode
ser cortado em prol de uma poupança para o futuro, sobretudo a
hora da aposentadoria.
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