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Governo de SP prorroga isenção de ICMS e estende benefício a 24
novos setores
O Governo de São Paulo prorrogou vários incentivos fiscais
concedidos à indústria paulista que venceriam em 31 de dezembro.
Um dos decretos assinado pelo governador José Serra estende até
30 de junho a suspensão do lançamento do ICMS devido na
importação de bens-de-capital sem similar nacional concedida a
119 setores industriais. O governo estadual decidiu também
beneficiar com a renúncia fiscal 24 novos segmentos industriais.
Com a decisão, a desoneração tributária passa a abranger 143
setores em todo o Estado, estimulando investimentos na ampliação
e modernização do parque fabril paulista. As medidas autorizam
também o creditamento, em uma única vez, do valor do imposto se
a aquisição dos bens for feita de fabricante paulista.
A desoneração dos investimentos em setores estratégicos integra
o conjunto de medidas de combate à crise anunciadas pelo
governador José Serra em 2009 para estimular a atividade
econômica no Estado. Com o decreto publicado no dia 31 de
dezembro no Diário Oficial do Estado, os benefícios fiscais
permanecerão em vigor até 30 de junho. “Os setores industriais
escolhidos para receber estes benefícios foram os que geram
maior quantidade de empregos por renúncia fiscal”, afirmou o
secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.
Entre os 119 segmentos beneficiados pela medida em 5 de junho de
2009, conforme o decreto 54.422/2009, estão vários nos setores
têxtil, de confecção, acessórios, bolsas e calçados, tintas,
embalagens, plásticos, material de construção, ferramentas,
eletrodomésticos, móveis, colchões, equipamentos médicos,
aparelhos ortopédicos, equipamentos de proteção, material de
escritório e painéis.
Os 24 novos setores incluídos na lista, conforme estabelece o
decreto 55.305, do último dia 30, foram definidos com base no
mesmo critério adotado para composição da relação original. O
potencial de abertura de novas vagas a partir do estímulo ao
investimento fez com que as indústrias de aditivos para uso
industrial, de catalisadores, geradores, motores elétricos,
turbinas, equipamentos hidráulicos e pneumáticos, compressores
industriais, carrocerias para ônibus e reboques para caminhões
fossem incluídas entre os setores que tiveram o benefício
prorrogado.
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