Acusado de matar policial vai a julgamento hoje

Está previsto para esta quarta-feira o julgamento de um dos casos policiais de maior repercussão dos últimos tempos no Vale Paranapanema. Deve ir a júri popular o jovem R.P. (Rafael Pimentel, conhecido como Rafinha), acusado de matar a tiros em 26 de maio de 2008 o policial militar João Carlos Moreira, que morava em Assis e prestava serviços em Pedrinhas Paulista. O réu responde ainda há outros processos sob a acusação de resistência, porte ilegal de armas, roubo de veículos e assaltos a estabelecimentos comerciais.

Neste dia seis, será julgada apenas a acusação pelo homicídio do policial militar. Na ocasião, o suspeito estava na companhia de um outro rapaz, conhecido como “Batoré”, com o qual, segundo suspeitas da polícia, teria praticado um assalto a um estabelecimento na rodovia Raposo Tavares, em Assis, pela manhã.

Ambos foram encontrados perto de uma sorveteria no final da tarde e, resistindo à abordagem, iniciaram uma troca de tiros com o policial. Além de João Carlos Moreira, o suposto comparsa de R.P. também morreu, alvejado por um disparo. Em abril, o policial morto em serviço recebeu uma homenagem póstuma durante as comemorações do aniversário de 23 anos de inauguração da sede do 32º Batalhão da PM em Assis.

Devido à repercussão regional do caso, é esperado um grande público no júri popular de hoje, que acontece a partir das 9h, no fórum da comarca de Maracaí, onde são julgados os crimes cometidos no município de Pedrinhas Paulista. Desde o dia seguinte ao homicídio, após mais de 12 horas de perseguição, o réu R.P. encontra-se detido em uma penitenciária.