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Vereadores aprovam aumento de 8,5% a servidores
A sessão da Câmara de Vereadores de Cândido Mota desta
segunda-feira foi acompanhada especialmente por funcionários
públicos municipais interessados na votação do projeto de
reajuste salarial dos servidores da Prefeitura e autarquias. A
proposta de aumento de 8,5% e concessão de bônus de R$ 50 foi
aprovada. Foi reivindicado um índice maior, mas os vereadores
esclareceram que o valor definido está dentro das
possibilidades, atende à Lei de Responsabilidade Fiscal e é
maior do que os 6,5% concedidos por outras prefeituras do Vale
Paranapanema.
O projeto de Lei nº 1.289 é de autoria do Poder Executivo e
antes de ir chegar à Câmara foi bastante debatido por vereadores
que garantiram ter feito o possível para que houvesse um
reajuste de pelo menos 10% ao funcionalismo municipal, tentando
chegar próximo de 15%, o que acabou não sendo possível.
Foi citado que prefeituras como as de Assis, Palmital e Platina,
reajustaram os salários de seus servidores apenas com base na
inflação, e que os 8,5% é resultado de uma intensa negociação
feita pelos vereadores. Mesmo assim, antes de o projeto ser
votado, houve protestos por parte de alguns servidores
presentes. Cartazes demonstrando insatisfação foram colados na
parede, dentro do plenário e uma faixa de protesto também foi
estendida no local.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Cândido
Mota, José Clóvis Zambito, protestou contra a medida,
representando todo o funcionalismo público cândido-motense. O
ex-vereador fez o uso da tribuna da Câmara para pedir, além de
um reajuste maior para os trabalhadores ativos, que os inativos
fossem incluídos na concessão do vale-refeição.
“É injusto os aposentados ficarem fora do benefício dos R$ 100.
Em outros locais, isso não acontece. É preciso encontrar uma
saída na lei para a inclusão desses trabalhadores. Eu pretendo
promover um ato de desagravo na praça João XXIII e se em no
máximo dois meses não tiver uma solução, darei início a uma
greve de fome”, antecipou o sindicalista.
O presidente do Legislativo municipal, David Aparecido de
Oliveira (PHS) e demais legisladores mostraram-se solidários com
as reivindicações, mas esclareceram que até onde vão os limites
dos vereadores e começam os do Poder Executivo, autor do
projeto, eles “brigaram”, debateram, fizeram o que esteve ao
alcance e o resultado obtido, se não é o ideal, satisfatório, é
o que foi possível conseguir.
Eles garantiram que, se depender do empenho da Casa, a luta
ainda não terminou. “Vamos encaminhar um ofício ao Supremo
Tribunal Federal, que deu parecer jurídico negando o direito do
benefício aos aposentados e pensionistas que tanto contribuíram
para o município, com o objetivo de reverter a situação e que
eles também recebem o vale-alimentação”, discursou David
Leiteiro.
Discursos
Vários vereadores usaram a palavra para explicar como se chegou
ao índice de 8,5% de reajuste, mais o vale-alimentação de R$ 50.
“Na semana passada estivemos reunidos por seis horas, discutindo
com o prefeito e assessores. Não foram os 10% que almejávamos em
prol dos trabalhadores municipais, mas temos que respeitar a Lei
de Responsabilidade Fiscal”, disse José de Almeida Sobrinho.
João Nicolau dos Santos, o Pinguinha, afirmou que foi pedida a
retirada da votação do parecer em razão das extensas reuniões
realizadas anteriormente e visando dar tempo de encerrar todos
os trâmites para que o aumento seja pago o quanto antes. Marcelo
Borges Salles acrescentou que realmente não foi possível, apesar
do empenho dos vereadores, um reajuste maior.
Em seguida, Joaquim Pereira Netto, de Nova Alexandria, disse que
outras prefeituras da região apenas fizeram a reposição com base
na inflação de 6,5% e que os 8,5% conquistados em Cândido Mota
foi, em parte, graças ao esforço dos vereadores. “Tiramos leite
de pedra, fizemos de tudo o possível. Talvez não foi o desejado,
porém precisamos manter os limites da Lei de Responsabilidade
Fiscal e do alcance dos vereadores, já que o projeto não é
nosso, mas sim do Executivo. Cabe a nós analisar, aprovar ou
vetar”, discursou.
“Eu sou funcionário público há 28 anos, também queria um aumento
maior, de 20% ou 30%. Mas nós temos que ter bom senso. Não
adianta, por exemplo, aumentar 40% e não ter como pagar”,
finalizou o vereador Adão Manzini.
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