Santa Casa confirma caso isolado de meningite

Após a suspeita de que uma cândido-motense teria morrido vítima de meningite na Santa Casa de Cândido Mota, no último final de semana, a diretoria da entidade se manifestou ontem sobre o assunto. O médico Kléber Luis da Silva, informou que realmente a causa da morte foi meningite bacteriana, ocasionada pela bactéria pneumococus. Ele ressalta no entanto, que como se trata de um caso isolado não há motivo para preocupação por parte da comunidade e busca por vacinação. Além do quê, não é a meningite meningocócica, considerada de maior risco e gravidade.

“A confirmação da causa do óbito foi informada ontem via telefone, e estamos à espera da documentação para oficializar o diagnóstico. Todo o material foi encaminhado para a Vigilância Sanitária de São Paulo, e posteriormente analisado por um Instituto responsável”, explicou Kléber, que é diretor técnico da Santa Casa.

Ele declara também que neste caso a paciente já teve uma meningite há 10 anos, fator que pode ter contribuído para uma nova manifestação da doença.

“A contaminação da meningite geralmente é mais propícia às pessoas que possuem baixa imunidade, ou têm alguma doença que torne o organismo menos resistente. O tempo frio também é um dos fatores que colabora na contração da doença. No caso desta paciente, ela teve uma meningite há 10 anos, e possuía seqüelas na fala. Acredito que isso deve ter contribuído para a evolução tão rápida do quadro. A jovem chegou na Santa Casa na sexta-feira com dor de cabeça e vômito, e foi liberada depois de permanecer em observação. No dia seguinte ela retornou, mas apresentava sinais de comprometimento neurológico. A partir daí foram realizados os exames necessários, e se constatou a meningite, já em evolução. Porém ela não resistiu ao tratamento e veio a falecer no sábado”, informou o dirigente.

Kléber destaca que além da meningite desencadeada por bactéria, as mais comuns são a por fungo e a viral. A necessidade de vacina, porém, só é recomendada em casos de surto no município, situação que não ocorre em Cândido Mota.

“O tratamento para esta doença geralmente é efetuado por antibiótico e as chances de cura dependem do estado do paciente. No caso da meningite por pneumococus as chances de êxito são relevantes, mas o mesmo não acontece com a meningite meningocócica, ocasionada pela bactéria meningococus. Ela é bem mais agressiva”, completou o médico.

Por fim, ele aproveita para deixar como recomendação que as pessoas evitem circular por locais onde há maior presença de bactérias, como é o caso de hospitais, e santas casas, por exemplo.

“É muito comum, verificarmos uma intensa circulação de pessoas aqui na Santa Casa e demais hospitais. As pessoas devem fazer sua visita rapidamente, e tomar certos cuidados, como não sentar por exemplo na cama do paciente. Elas ficam muito propícias a contaminação, e principalmente não se deve levar crianças para estes lugares. Os menores tem uma imunidade bem mais baixa”, concluiu Kléber Silva, diretor da Santa Casa de Cândido Mota.