|
Sem negociação greve dos bancários
continua
Após dois dias de conversa realizada na última quinta e
sexta-feira, respectivamente 1º e 2, entre o comando da greve
dos bancários e os representantes da Fenaban (Federação Nacional
dos Bancos), nenhuma proposta foi apresentada e a greve continua
por tempo indeterminado, segundo a presidente da sede regional
do Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos Bancários,
Madalena Nizoli. A greve entrou ontem em seu 12º dia de
paralisação. Em Cândido Mota as agências do Santader, Caixa
Econômica Federal, Banco Nossa Caixa e Banco do Brasil estão
paralisadas, apenas os serviços de compensações e caixas
eletrônicos estão funcionando. A agência do Bradesco está
funcionando normalmente.
Ela esclareceu que a Fenaban havia prometido apresentar uma
proposta nesses dias, porém não cumpriu com a palavra e a
negociação não passou de conversa.
“Eles não apresentaram nenhuma proposta; foram dois dias de
muita enrolação, só de conversa, e por isso a greve continua até
que haja alguma manifestação de interesse deles em negociar um
reajuste decente e demais melhorias para a categoria”, disse
Madalena.
Ela disse ainda que a greve não tem previsão para acabar e que
os bancários estão unidos para que sejam respeitados.
“Em toda nossa base nós já temos cerca de 40 agências paradas e
continuamos lutando pelas nossas reivindicações. Não voltaremos
enquanto não tivermos uma nova proposta”, acrescentou ela.
Madalena falou que os representantes da Fenaban disseram que
irão se reunir com os donos dos bancos para definir a nova
proposta.
Estão paralisados na região agências de Assis, Cândido Mota,
Paraguaçu Paulista, Ibirarema, Tarumã, Pedrinhas Paulista e
Cruzália.
“Somente as agências do Bradesco continuam funcionando, porém em
Assis só estão abrindo após o meio dia”, explicou Madalena.
Em todo país são cerca de 7 mil
agências paralisadas. A categoria está em negociações com a
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pede, segundo sua
confederação, aumento de 10% nos salários, Participação de
Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 3.850 para
cada trabalhador, além da valorização dos pisos salariais,
preservação do emprego, mais saúde e melhores condições de
trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral.
|