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Pastagem é alternativa barata e
rentável
A estação das chuvas, além de ser
importante para a agricultura em geral, é um momento fundamental
para a pecuária. É a melhor época para se renovar pastagens
degradadas ou iniciar uma forragem nova. Com a abundância de
água, as sementes e adubos desenvolvem com mais facilidade.
Segundo Leopoldo Andrade de
Figueiredo, zootecnista do Instituto de Zootecnia do Estado de
São Paulo, a pastagem ainda é a forma mais barata de alimentar
os animais, gerando maior rentabilidade ao produtor. “A
alimentação é importante porque é a principal fonte de
nutrientes, o que está diretamente ligado ao ganho de peso, no
caso de animais para corte, e também à produtividade láctea, no
caso de gado leiteiro”, observa o zootecnista, que trabalha com
manejo de bovinos.
Preparo
Correção e fertilização do solo,
usar sementes certificadas, manejar corretamente as sementes e
controlar ervas daninhas, são os principais procedimentos que o
pecuarista deve ter para conseguir um pasto de qualidade,
segundo Patrícia Anchão Oliveira, pesquisadora da Embrapa
Pecuária Sudeste na área de forragicultura e pastagens.
A pesquisadora alerta que é
importante que o produtor avalie se há realmente a necessidade
de fazer novos plantios, já que a recuperação de pastagens já
existentes acaba sendo mais viável, principalmente quando a
quantidade de plantas no local, ainda que em estado de
degradação, for grande. “É mais viável economicamente, pois não
envolve operações agrícolas, com aplicação direta de corretivos
e fertilizantes, além de não haver gastos com sementes ou
mudas”, destaca.
Atualmente, o custo de implantação
de pastagem ultrapassa R$ 1 mil por hectare, o que é considerado
caro, já que foi afetado pelo aumento do preço dos insumos
decorrente da crise financeira internacional. “Atualmente as
sementes e adubos atingiram um preço muito alto, o que faz o
produtor pensar duas vezes antes de melhorar o pasto”, destaca
Figueiredo. O pesquisador ressalta que o investimento na
produção e conservação dos pastos continua sendo a melhor opção
para um gado de qualidade.
Meio ambiente
Evitar a degradação dos pastos é a
melhor opção para os criadores. Segundo Patrícia Oliveira, se
bem manejadas, as pastagens podem ser perenes, sem degradação.
Ela informa que no Brasil existem mais de 30 milhões de hectares
de pastagens degradadas, que abrigam um número baixo de animais.
“Se recuperarmos 30% dessas áreas, o resto poderia ser liberado
para o setor agrícola. Isso seria muito interessante para o
ambiente, pois a pressão sobre as florestas diminuiria e o
desmatamento seria menor”, aponta a pesquisadora. A recuperação
também pode abrir espaço para a diversificação dentro das
propriedades.
Por ter
um investimento baixo, o manejo é uma boa opção para os
pecuaristas que enfrentam problemas com a crise financeira. “O
manejo pode elevar a lotação animal em até 50%. Só depende de
dedicação e disciplina”, informa Patrícia. “Mas se o pecuarista
tiver condições, uma alternativa é aproveitar o bom momento para
descartar animais e aproveitar para melhorar as condições de
pastagem; certamente é um investimento que trará resultados”,
conclui. (Do site Campo News)
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