Ações de combate a dengue exigem apoio da população


 

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Em Cândido Mota, como nos anos anteriores, diversas medidas de ação e controle do vetor da dengue, o mosquito Aedes Aegypti, foram tomadas, levando-se em conta que o agravo é um problema da saúde pública e tomou proporções alarmantes no ano de 2007 em todo o território nacional. No município, no ano de 2007 a realidade foi diferente de outras da região que enfrentaram grandes epidemias e altos índices de transmissão. Porém, ainda foram registrados 10 casos da doença, dentre eles, cinco autóctones (quando a pessoa é infectada no próprio município).

“Esta realidade combinada com as condições climáticas atípicas do ano de 2007, que registrou temperaturas mais elevadas e períodos de chuva mais extensos, levou a Secretaria de Saúde e Higiene a adquirir materiais e equipamentos necessários para a realização de nebulizações no município, que totalizaram duas atividades: uma na sede e outra no distrito de Nova Alexandria”, disse Izanetti Barbosa R. da Silva  coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Ainda de acordo com a coordenadora, a equipe de Controle de Vetores recebeu apoio da Superintendência de Controle de Endemias. “Ela colaborou com treinamentos e capacitações necessárias para que a equipe enfrentasse novos desafios”, continuou Izanetti  Barbosa da Silva.

Em 2008

De acordo com o secretário Nelo Poletto, em 2008 o município de Cândido Mota foi dividido em quatro setores. “No mês de janeiro 1244 e em fevereiro 1417 domicílios foram visitados. Podemos fazer ações de controle, mas o sucesso depende de todos. Se não houver interação com a população, não há controle efetivo. Portanto, a população tem que colaborar fazendo sua parte, por exemplo, recebendo os agentes em suas casas”, disse.

Segundo a Secretaria da Saúde e Higiene de Cândido Mora, nos dois primeiros meses deste ano foram registrados 28 casos suspeitos de dengue, mas apenas um foi confirmado. De acordo com o Departamento Epidemiológico, trata-se de um caso importado. Com a confirmação, a equipe do departamento realizou nebulização num raio de 200 metros, ação que impede a transmissão da doença.

“Este tipo de atividade compreende a nebulização com inseticidas através de um atomizador costal, e atinge o mosquito transmissor da dengue já em sua fase adulta, quando já está apto a transmitir a doença caso venha a picar um indivíduo contaminado com o vírus da doença”, explicou Nelo Poletto.

O prefeito Roberto Bueno (PHS) explicou que as visitas são de rotina para prevenção. “As atividades educativas que têm o mesmo propósito e as ações de bloqueio, combinadas à aquisição de equipamentos e treinamentos, mostraram-se eficazes”, falou o prefeito; que complementou: “Estão sendo aplicadas estratégias diversificadas de combate, todas contando com a participação da população. É necessário que as pessoas se sensibilizem quanto à sua responsabilidade na promoção da saúde pública e quanto aos riscos que a dengue deve oferecer”.

O prefeito cândido-motense lembrou que foi implantada na atual gestão pública municipal, através de concurso público, uma equipe completa no Departamento de Vigilância Epidemiológica, composta por um Profissional de IEC - Informação, Educação e Comunicação), um Supervisor de Campo e 10 Agentes de Controle de Vetores.

“A população não sofreu os reflexos da realidade estadual e nacional, já que as ações praticadas no município durante todo o decorrer do ano impediram que casos importados da doença desencadeassem uma epidemia”, completou o prefeito Roberto Bueno.