Regularização das chuvas é necessária para bom desenvolvimento da lavoura


 

 As lavouras de safrinha na região do Médio Vale do Paranapanema estão enfrentando cenário de estiagem, com pequenos registros de chuvas esparsas, que variaram entre 60 milímetros e nenhuma incidência. Este panorama, aponta o engenheiro agrônomo do departamento técnico da Coopermota, Rafael Porto, foi agravado pela estiagem de 30 dias vivenciada entre março e abril. Após este período, novamente, chuvas aleatórias têm permitido que algumas áreas registrem índices pluviométricos entre 30 e 80 milímetros.

É importante destacar que aproximadamente 80% da área de milho safrinha foram plantados na época recomendada, e os 20% restantes na segunda quinzena de abril. Porém, comenta Porto, estes plantios, apesar de não terem sido semeados na data adequada, o plantio tardio pode trazer alguma receita para o produtor, desde que as chuvas se regularizem e não haja geada.

Sobre a chuva registrada na última segunda-feira, o técnico destaca que apesar de não existir sua previsão, ela aconteceu de forma generalizada, mas, de novo, de forma esparsa. “Com isso, há lavouras com boas chances de recuperação, bem como as que decepcionarão o produtor, já que a oportunidade de melhora é mínima. Isto acontece porque com a chuva a seiva volta a se translocar, possibilitando que a planta se desenvolva de forma mais completa. Entretanto, as que sofreram mais com a estiagem não conseguirão fazer este processo com mais intensidade”, salientou.

Outro fator a se considerar, ainda, é o plantio do trigo, que até o momento a maioria dos triticultores não tinha nenhuma esperança de realizar nesta safra. Mas, ressalta Porto, como na maioria das regiões aonde se planta esta cultura houve índices pluviométricos significativos, as lavouras deverão ser implantadas nos próximos dias.

“Com este quadro, o departamento técnico da Coopermota acredita que apesar da falta de chuva pode-se ter esperança do agricultor conseguir médias de produtividade satisfatórias, tanto para o milho safrinha como para o trigo. Isto tendo em vista que nesta época do ano os dias são mais curtos e a temperatura mais amena. Assim, a única preocupação que ainda fica é no caso de uma geada, já que pelo período de plantio destas culturas um fenômeno climático deste levaria tudo a perder”, argumentou o agrônomo. (Colaborou Assessoria de Imprensa)