Sindicato dos Municipais de CM contesta índice de reajuste

O Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Cândido Mota usou a Tribuna Livre da sessão de segunda-feira da Câmara de Vereadores, para contestar o índice de 8,5% de reajuste concedido aos trabalhadores. O presidente José Clóvis Zambito ressaltou que a categoria reivindicava 15%, mais R$ 50 de vale alimentação, além da inclusão dos aposentados no vale.

Ele fez a explanação na Tribuna Livre, contestando o reajuste e dizendo da ‘desproporcionalidade dos aumentos’. “Os políticos receberam 19,15% desde janeiro e os demais servidores apenas os 8,5%. O sindicato não participou das negociações, uma posição antidemocrática e ditatorial da administração municipal. A folha de pagamento está alta devido aos 110 cargos em comissão”, falou.

O sindicalista também citou a exclusão dos aposentados no vale alimentação. “A entidade não aceita a argumentação de que não há lei para regularizar essa situação. Isso porque, quando é para o interesse do governo, as coisas acontecem rapidamente, como foi no caso da criação de cargo na saúde, onde a lei pode até ser inconstitucional, pois estipula apenas 30 horas para cargo de chefia, mas não atenta para legalidade. Podem estar havendo dois pesos para uma mesma medida”.

O presidente Zambito deu um prazo de ‘dois meses para solução do problema dos aposentados’. “Caso não se resolva, farei uma ‘greve de fome’ em frente da prefeitura, para chamar a atenção da população sobre a defasagem salarial dos aposentados, fora do beneficio, que agora é de R$ 100 para os servidores da ativa e que fará muita falta no complemento salarial dos inativos”.

Legislativo

O presidente disse ter ficado ‘surpreso’ por nenhum parlamentar ‘contestar o índice de reajuste ou votar contra’. “Os vereadores da base governista defenderam o reajuste, falando da limitação do prefeito em relação a folha de pagamento. Agora, o que a categoria não entendeu foi os vereadores ‘ditos de oposição’, defenderem o prefeito, chegando a dizer que ele ‘tirou leite de pedra’. Com esse reajuste de 8,5%, a categoria teve apenas 1,5% de aumento real”, reforçou.

Para Zambito, ‘não justifica a explicação dos vereadores, de que os R$ 50 de vale alimentação representam 5,76% para o menor salário, e que, dessa forma, o índice totalizaria 14,26% de reajuste’. “Esse discurso é uma farsa para cima da categoria e uma forma de ludibriar os funcionários para justificar um reajuste irrisório. Esses R$ 50 não foram incorporados ao salário; se fossem, como era a proposta do sindicato, aí sim justificaria tal discurso. Mas, da forma que está, R$ 50 para todos, inclusive aos maiores salários, valor e poder de compra são os mesmos, tanto para quem ganha menos quanto para quem ganha mais”, completou.