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Aviapa aprova decisão de Obama que autoriza entrada de
portadores do HIV nos EUA
Os integrantes da Aviapa (Associação Voluntária de Incentivo e
Prevenção da Aids) de Cândido Mota ficaram felizes com a decisão
do presidente dos Estados Unidos Barack Obama que anunciou o fim
da medida que impõe limites sobre a entrada de estrangeiros
portadores do vírus HIV no país. A medida já estava em vigor
desde 1987, quando a Aids foi adicionada pelo Departamento de
Saúde do país à lista das doenças que desqualificavam uma
pessoa de entrar no páis seja como imigrante ou visitante.
Segundo a Tesoureira da Aviapa, Silmara Taiatela, a decisão do
presidente americano foi muito inteligente e louvável, tendo em
vista que os portadores de HIV se sentiam descriminalizados com
a medida.
“Ficamos muito felizes com a mudança, pois os portadores de HIV
não podiam entrar no país, simplesmente por serem portadores de
uma doença e isso era uma atitude totalmente preconceituosa.
Muitas pessoas que tinham planos e oportunidade de ir para os
Estados Unidos para trabalhar, estudar ou simplesmente viajar
deixavam de fazê-lo devido a essa proibição. Com certeza Obama
deu um grande passo e mostrou mesmo que veio para ser contrário
a todas as medidas preconceituosas existentes no país”, disse
Silmara.
A Aviapa atende atualmente 42 famílias com atendimentos
psicológicos, assistencial e médico. A Associação foi fundada há
mais de 10 anos.
Em 1993, o Congresso estabeleceu que ter HIV seria a única
condição, nas leis de imigração, que impediria uma pessoa de
obter visto ou cidadania americana. Com a decisão do presidente
pretende dar fim ao estigma associado ao HIV. Ele disse que um
país que lidera o mundo quando o assunto é ajudar a deter a
pandemia de Aids, não pode mais ficar nos 12 países que impedem
a entrada de pessoas com HIV em seu território.
Em julho do ano passado, o antecessor de Obama, George W. Bush,
aprovou uma lei que retirou a Aids da lista de doenças “de
importância para a saúde pública” e que de fato impedia o
ingresso de portadores do HIV no território americano. A decisão
fazia parte de um novo programa federal que pretendia triplicar,
em um período de cinco anos, os investimentos financeiros na
luta contra a Aids, tuberculose e malária. Mas essa lei não
havia sido implementada pelo Departamento de Saúde, que em
algumas instâncias regulamenta as autoridades de imigração.
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