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Acusado de matar PM deve ficar preso 27 anos
Aconteceu na quarta-feira, no Fórum de Maracaí, o julgamento do
jovem assisense R.P., que foi acusado de matar a tiros, em maio
de 2008, o policial militar João Carlos Moreira, em Pedrinhas
Paulista. O plenário ficou repleto de pessoas, principalmente de
policiais militares, assim como contou também com a presença de
familiares da vítima. O júri popular teve início às 9h e por
volta das 19h saiu a sentença: os jurados condenaram o réu,
sendo estabelecida a pena de 27 anos e três meses de reclusão.
Foram cinco votos favoráveis à condenação e dois contrários. O
juiz Thiago Baldani Gonçalves de Fellipo presidiu o conselho de
sentença. A acusação foi feita pelo promotor Leonardo Augusto
Gonçalves e a defesa do réu pelo advogado Alex Luciano
Bernardino Carlos, de Assis. Ele já adiantou que pretende pedir
a anulação do julgamento.
O defensor justifica que o pedido será feito com base no fato de
haver sido julgado não só o crime de homicídio do policial
militar, mas também os demais delitos que se seguiram:
resistência qualificada, furto da arma do policial, dois
assaltos qualificados (com emprego de arma de fogo) e de ter
mantido em cárcere privado a dona de um dos carros roubados.
“Apesar da minha insistência no sentido de ele confessar a
autoria do homicídio, ele continuou negando”, disse o advogado
de defesa.
Alex Carlos alegou, durante o julgamento, medida de segurança
para que o réu fique em tratamento hospitalar por conta do uso
contínuo de drogas. Também por esse motivo, considera que o seu
cliente é semi inimputável, razão pela qual pedirá a anulação do
julgamento.
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