|
Diagnóstico da gripe suína deve ser feito em pelo menos 72 horas
A chegada dos insumos para a detecção do vírus Influenza A
(H1N1), nesta semana, vai permitir a realização do diagnóstico
específico da doença respiratória no Brasil em pelo menos 72
horas. É o que reforçou o ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, em Brasília, na saída de Audiência Pública no Supremo
Tribunal Federal (STF). Os kits com os insumos necessários já
estão em dois dos três laboratórios de referência da Rede de
Vigilância de Influenza existente no país.
A partir desta quarta-feira, técnicos do laboratório da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e do Instituto Adolfo
Lutz (IAL), em São Paulo, começaram a análise das amostras
coletadas entre os casos suspeitos identificados nos estados. Os
kits, remetidos pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas),
são suficientes para todos os testes necessários no país,
segundo o ministro.
Diagnóstico
O mapa genético concluído recentemente acabou sendo de extrema
importância para agilizar o diagnóstico da doença. A partir das
sequências de genes mapeadas pelo Center of Disease Control
(Centro de Controle de Doenças - CDC), nos Estados Unidos, foi
possível para a comunidade científica mundial desenvolver
técnicas específicas para o Influenza A (H1N1).
No caso desse vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
recomenda o teste genético em tempo real, não o teste
convencional. O que se deseja é mais rapidez. Esse método
recomendado é baseado na detecção do material genético do vírus
num processo que utiliza primers - os trechos do gene que, por
técnicas modernas de Biologia Molecular, acabam usados como
localizadores do Influenza A (H1N1) quando ocorre a comparação
às amostras dos pacientes. Por intermédio desses localizadores,
se detecta ou não a presença do vírus. Para verificar a presença
do Influenza A (H1N1), são usados seis trechos como
localizadores. Os primers estão sendo encaminhados para
laboratórios de referência em todo o mundo.
Saiba Mais
Como funciona o trabalho com a sequência genética do vírus?
No vírus Influenza A (H1N1) foram selecionados seis primers. Ou
seja, seis trechos padronizados na sequência genética que servem
como localizadores da existência ou não do vírus no organismo de
uma pessoa. Esses seis primers (em português significa
iniciadores) são detectados nos materiais coletados dos
pacientes, como secreções nasais, caso tenha ocorrido a
contaminação. A sintetização em laboratório permite que o
material resultante desse procedimento sirva para o diagnóstico
específico da doença.
Qual a confiança que se pode ter nos resultados?
A confiabilidade no diagnóstico específico realizado a partir
dos primers é de 99,98% - o mesmo percentual, por exemplo,
obtido com a técnica do teste de paternidade. Mas o diagnóstico
da doença não se resume à avaliação epidemiológica. Abrange
também a avaliação clínica dos pacientes, como a existência dos
sintomas causados no organismo humano pelo Influenza A (H1N1).
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
|