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Eleitores realizam manifesto em CM
Um grupo de eleitores cândido-motenses realizou ontem um
manifesto na Praça do Fórum alegando possível fraude nas
eleições municipais ocorridas no último domingo. Eles alegam
problemas nas urnas eletrônicas, culminando com a alteração dos
votos para vereador e principalmente prefeito.
De acordo com João Carlos de Oliveira, representante do PMDB,
vários companheiros durante a eleição sofreram transtornos
referentes à troca de foto de candidatos, e em algumas situações
ao digitar o número, não aparecia nenhuma fotografia. Mediante
os fatos, segundo João, eles reclamaram aos mesários, porém eles
disseram que o voto estava concluído e não tinha como retomar a
votação.
Na mesma situação, encontram-se eleitores do PSDB, representados
por Daniel Ap. Bartola. Ele declarou que também tiveram os
mesmos problemas, e acrescenta que em vários casos, a imagem
estava muito ruim, impossibilitando a identificação do
candidato.
“Nós fomos enganados e queremos justiça. A vontade do povo tem
que prevalecer. É preciso uma nova eleição”, disseram os
manifestantes por meio de cartazes.
Reunião
Em virtude do conflito existente, foi realizada uma reunião no
Fórum, com o juíz eleitoral Fábio Coimbra Junqueira, o promotor
Marcelo Freire Garcia, o chefe do Cartório Eleitoral Edgar Félix
da Silva, e dois representantes do movimento.
Na oportunidade foram apresentadas as reivindicações, e o que
estava acontecendo por parte dos eleitores. Segundo João
Oliveira, não chegaram a um acordo, onde o juíz declarou que
dificilmente há possibilidade da urna ter sido violada, mas o
caso seguirá para investigação. Este comunicado ele repassou aos
demais manifestantes, porém optaram por continuar unidos em
forma de protesto na praça do Fórum, em busca de outra solução.
Por sua vez, o promotor Marcelo Garcia declarou em entrevista
para o jornal Diário do Vale, que durante a reunião
buscaram esclarecer aos representantes do movimento, que as
urnas foram devidamente lacradas, e estavam invioláveis, bem
como não houve nenhuma notícia de possível adulteração das
urnas. Ele disse também que comunicaram aos dois eleitores que
os equipamentos não apresentaram problemas, e as urnas foram
checadas antes da votação.
“Repassamos todas as informações aos dois representantes, porém
como eles insistiram em seu posicionamento, decidiu-se elaborar
um boletim de ocorrência sobre a situação relatada. A partir daí
o delegado deve instaurar um inquérito e apurar devidamente o
caso, inclusive se as urnas precisarão ser submetidas à
perícia”, explicou o promotor Marcelo.
A Polícia Militar também esteve envolvida no manifesto, com
viaturas de apoio nas imediações da praça do Fórum. Segundo o
comandante Paulo Sérgio Rezende, eles não puderam dispersar o
movimento, mesmo após o término da reunião citada, pois o grupo
agia dentro da normalidade, de maneira pacífica. “Só
permanecemos no local visando garantir a segurança, já que os
manifestantes encontravam-se em respeito à ordem pública”,
concluiu o comandante.
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