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Monti defende fim da sobretaxa por demissão sem justa causa
“O acordo já cumpriu seu objetivo de repor as perdas de planos
econômicos nas contas do FGTS. Uma solução provisória não pode
se tornar permanente”, afirmou o deputado federal Milton Monti
(PR/SP), relator do projeto de lei complementar 378/06. Titular
da comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, Milton
Monti defendeu no relatório a aprovação da proposta e apresentou
um projeto substitutivo para que a extinção da sobretaxa seja
imediata.
O PLP 378/06 foi apresentado, inicialmente, pelo deputado
Antonio Carlos de Mendes Thame (PSDB/SP). Nomeado relator da
matéria na comissão de Trabalho, Milton Monti concordou que já
não há motivos para manter a sobretaxa de 10% sobre a multa por
demissão sem justa causa. “Desde 2001, o empregador paga o
equivalente a 50% de multa rescisória, ou seja, os 40% previstos
na lei trabalhista e um adicional de 10%, criado para compensar
perdas dos planos Verão e Collor I. Acontece que, em seis anos
de sobretaxa, as perdas do FGTS foram repostas. Não faz sentido
continuar onerando o empregador, sem que isso represente
vantagem alguma para o trabalhador”, explicou.
O deputado relator explica que o projeto original foi
apresentado em 2006, prevendo prazo futuro para a sobretaxa ser
extinta. “No nosso relatório, consideramos ser justa e
necessária a medida proposta pelo colega Mendes Thame. Então,
propusemos o substitutivo extinguindo de imediato a sobretaxa,
já que a última parcela semestral devida aos trabalhadores foi
creditada pela Caixa Econômica Federal nas contas vincularas em
janeiro deste ano. Todos os prazos foram cumpridos e não há
razões para manter a sobretaxa de 10%, em caso de demissão de
empregado sem justa causa”, complementou.
Milton Monti fez questão de esclarecer que o projeto
substitutivo não prejudica o trabalhador de qualquer forma. “Não
existe isso, até porque o trabalhador não recebe indenização
maior por causa dessa sobretaxa. Pelo contrário, é prejudicado
por uma medida que encarece o custo do emprego no Brasil. É uma
complementação que onera o empregador para compensar perdas
financeiras no FGTS, mas que em nada beneficia o trabalhador”,
respondeu.
O projeto substitutivo e o relatório de Milton Monti estão
prontos para serem votados na comissão de Trabalho,
Administração e Serviço Público. “Só não foi votado ainda porque
a comissão pediu uma avaliação da Caixa Econômica Federal.
Solicitamos uma projeção da Caixa sobre situação atual do FGTS,
o que deve ser informado dentro de 15 dias”, finalizou o
parlamentar.
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