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Deputado é a favor de ‘regras claras’ para criar cães de grande
porte
O deputado Milton Monti (PR-SP), vice-líder do Governo na Câmara
Federal, avalia que quem quiser ter cão de guarda em casa deve
respeitar o direito dos demais cidadãos de também se sentirem
seguros. A afirmação é por causa da definição de regras
especiais para criação de cães potencialmente perigosos, matéria
aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal
no dia 19 deste mês.
O projeto aprovado na CCJ (que ainda depende de votação no
plenário) representa a unificação de várias propostas sobre a
posse de cães de guarda. Milton Monti é o autor do projeto
2.772/2003, que também trata do tema. “Não podemos fechar os
olhos para o problema. O ideal é ter regras bem claras para
proteger o animal, o proprietário e as pessoas que possam ser
atacadas por esses cães”, defende, explicando que algumas das
propostas são extremas, chegando a proibir a criação de raças
consideradas mais perigosas, como pit-bulls.
A proposta de Milton Monti foi a de estabelecer regras para
posse e trânsito de cães de médio ou grande porte que possam
atacar pessoas sem que estejam exercendo a defesa do donos ou do
seu patrimônio. “O cão de guarda é um instrumento necessário,
muitas vezes colaborando de forma fundamental para a defesa da
vida e do patrimônio de seu proprietário. Ele presta um grande
serviço à segurança pública. Mas, na minha opinião, deve ser
criado com responsabilidade e não pode ameaçar a integridade de
pessoas de bem”, enfatizou.
O deputado paulista defende que todo animal de guarda deve ser
registrado em órgão público de controle, receber identificação,
ter tratamento veterinário preventivo e curativo adequados, como
a vacinação. O proprietário do cão deve ser responsável pelo
animal, inclusive quando ocorrer incidentes que resultem em
ferimentos ou morte de terceiros.
Uma das exigências prevista no projeto de lei de Milton Monti é
que o cão só seja conduzido em locais públicos com enforcador e
guia adequados. “Quem descumprir a lei deve ser punido conforme
a gravidade do dano causado”, complementa o deputado.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
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