Principais ‘commodities’ continuam favoráveis

Satisfatórios desde o final do ano passado, os preços das commodities continuam agradando aos agricultores. Isso tem refletido nos produtos agrícolas da safra 2007/08, que estão apresentando cotações acima da media histórica. No caso da soja, por exemplo, a cotação na Bolsa de Chicago vem subindo quase que diariamente, com pequenas baixas.

Segundo o analista de mercado da Coopermota, José Ignácio Dias, a demanda internacional por produtos brasileiros está bem aquecida. Ele explica que isto está ocorrendo porque a safra americana, encerrada em 2007, foi menor devido a diminuição da área plantada com a oleaginosa. “Além disso, o consumo para biocombustível é irreversível, cada dia aumenta mais”, acrescentou.

No mercado interno a soja está desvinculada do mercado externo. O grão disponível está cotado a R$ 45 a saca, enquanto que a soja da safra 07/08, que será colhida daqui a alguns dias, está sendo negociada a R$ 40 a saca. Já o milho teve sua cotação máxima na última safra em R$ 29,80, recuando posteriormente para R$ 29 a saca. De acordo com o analista de mercado da Coopermota, isto ocorreu por conta dos grandes consumidores terem estocado o produto, deixando de comprar.

“Historicamente esse preço aconteceu poucas vezes. Ele ainda está se mantendo devido ao baixo estoque. Com o início da próxima colheita, dificilmente este valor deverá ser mantido, visto que há o aumento da oferta”, argumentou Dias. Hoje a Bolsa de Mercados & Futuros sinaliza R$ 26 a saca, base Campinas. Isso, segundo o analista, vem balizar o valor de R$ 22 na Sorocabana.

Em 2007 o Brasil exportou 10.900 milhões de toneladas de milho, por conta de problemas nas lavouras da comunidade européia e pelo produto brasileiro não ser transgênico. Entretanto, segundo Dias, para a safra 2007/08 não se vislumbra grandes exportações. “O mercado de milho depende muito do produtor, que se fizer a venda dosada, os preços tendem a ficar firmes”, apontou Dias. (Colaborou Assessoria de Imprensa da Coopermota)