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Mesmo com boa colheita,
safra verão não atinge, em algumas áreas, produtividade esperada
Iniciada em meados de
fevereiro, a colheita da safra de verão transcorreu muito bem
dentro da área de atuação da Coopermota, aproximadamente 100 mil
hectares. As chuvas registradas no mês de março não atrapalharam
o processo, contribuindo ainda para a germinação das primeiras
lavouras de milho safrinha.
De acordo com o
departamento técnico da Coopermota, houve registro de ferrugem
asiática em grande parte das áreas de soja da região, porém foi
controlada. “Outras doenças detectadas em todo o Vale e no
Paraná foram a antracnose e mancha parda. Isso assustou um
pouco, bem como atrapalhou em 20% a produtividade”, comenta o
departamento. Esses foram alguns dos fatores que contribuíram
para o baixo rendimento de parte das lavouras de verão. Dessa
forma, a produtividade não foi a esperada. Os técnicos explicam
que em alguns casos a produção superou a expectativa, em outros
não foi possível atingir nem mesmo a média histórica, que é de
40 sacas/ hectare. Um dos fatores para que podem ter
contribuído, segundo os técnicos da Coopermota, é que o mês de
janeiro teve 15 dias de tempo nublado, com grande oscilação de
temperatura - dias quentes e noites frias. “Isso diminui o
transporte de nutrientes para o grão, diminuindo assim o seu
peso”, acrescentam.
Outro ponto que também
pode ter influenciado é a rotação de culturas, a qual deve ser
feita com o plantio de diferentes lavouras, por exemplo, soja,
aveia, feijão. “Muitos produtores sabem da necessidade de fazer
a rotação de culturas. Entretanto, acham que rotação é plantar
soja e milho e depois milho e soja novamente. Apesar dos
pequenos contratempos, aonde a produtividade foi relativamente
baixa, o agricultor que conseguiu se planejar, teve um custo de
produção mais baixo. Esse planejamento envolveu a compra dos
insumos e também a fixação de preços através de contratos
futuros; a Coopermota disponibilizou e produtores fixaram o
valor para a soja até a R$ 48,00 a saca de 60 kg. Com isso,
esses produtores obtiveram uma melhor rentabilidade na sua
produção, apesar dos percalços climáticos enfrentados.”,
argumenta o agrônomo Rafael Porto.
No caso do milho, o
departamento técnico lembra que a oscilação de temperatura entre
dia e noite é favorável, pois fisiologicamente a planta prefere
este quadro. Com isso, as lavouras apresentaram uma média
razoável de 100 sacas / hectare.
Com o plantio das
áreas de milho safrinha bem adiantadas, os técnicos da
Coopermota aconselham que o produtor faça um bom planejamento,
“pois mesmo com condições adversas de preço e clima a chance de
errar é menor”. (Colaborou Assessoria
de Imprensa)
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