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Região inicia trabalho
com ovinocultores
O Sebrae-SP acaba de
apresentar diagnóstico para orientar os trabalhos de criadores
da região, que responde por 20% da produção no Estado de São
Paulo. A região concentra hoje 20% dos produtores de ovinos do
Estado. São 94 propriedades rurais que a partir deste mês passam
a receber orientações técnicas e de produtividade, buscando
melhoria e crescimento do mercado de ovinocultura.
O trabalho é uma
iniciativa do Sebrae-SP em Marília, que disponibiliza
consultores aos produtores, por meio do programa SAI (Sistema
Agroindustrial Integrado). A expressividade da ovinocultura na
região fez com que o escritório regional do Sebrae-SP em
Marília, em parceria com a Unimar (Universidade de Marília),
buscasse um diagnóstico dos produtores na região. O trabalho foi
realizado pelo Instituto BioSistêmico (IBS), que analisou 94
produtores da região.
O diagnóstico avaliou
propriedade, produtor, produção, comercialização, sistema de
gestão e processo produtivo. O resultado foi apresentado dia 28,
na Unimar, e cada produtor recebeu material com dados
específicos de sua propriedade. A principal conclusão do
diagnóstico é que existe uma demanda reprimida em relação ao
potencial do mercado consumidor. “Identificamos que há baixa
produtividade em relação à demanda de mercado, além da
necessidade de assimilação de tecnologia em termos de manejo
reprodutivo”, informou Luís Henrichsen, do IBS e coordenador do
trabalho realizado.
A maior parte do rebanho
tem destino comercial - de um total de 12 mil animais
diagnosticados, 96% são destinados para abate. Apesar disso, a
venda para frigoríficos e restaurantes é baixa - menos de 10% da
comercialização. Já a carne destinada para o consumidor final
representa mais de 40% das vendas, cenário que contém um dado
preocupante - o abate clandestino - já que a venda direta para
consumidores não exige a legalidade do abate.
Para Sílvio César de
Souza, gestor estadual do Sebrae-SP da cadeia de ovino e
caprinocultura, o diagnóstico é importante para elucidar o
cenário da atividade nas diversas regiões do estado, a fim de
definir as metas para a cadeia. “Nossa missão é atuar na gestão,
tecnologia e mercado, e para unir esses três pilares, estimular
o associativismo”, informa.
Atuação
O Sebrae-SP atua na
cadeia de caprino e ovinocultura do Estado desde 2004. Hoje, são
21 escritório regionais que desenvolvem atividades na área. São
seis projetos estruturados nas regiões de Bauru, São José do Rio
Preto, São Carlos, Piracicaba, Ourinhos e Votuporanga, com nove
confinamentos coletivos.
O diagnóstico das
propriedades da região de Marília mostrou que é necessária a
organização para melhorar a produtividade dos criadores, na
maioria donos de pequenas propriedades - 45% têm até 50
hectares. Menos de 40% têm galpão para confinamento e a maioria
- mais de 90% - trabalham com cercas convencionais.
O panorama sobre a
ovinocultura na região ainda mostrou a necessidade de melhorar o
controle de custos e de receitas das propriedades, bem como a
estratégia de aumentar a qualidade dos resultados reprodutivos.
As soluções vão ser estudadas em âmbito individual, mas sempre
buscando o fortalecimento dos grupos para buscar recursos
necessários em comum.
“O Sebrae-SP é o
principal parceiro dos produtores de ovinos, e estimula a
organização de núcleos, o que facilita a identificação de
necessidades e a estruturação das soluções”, destaca Arnaldo dos
Santos Vieira Filho, presidente da Aspaco (Associação Paulista
de Criadores de Ovinos). Ele ainda ressaltou que no estado de
São Paulo a maioria dos produtores é de pequeno porte, o que
confere maior importância ao estímulo que o Sebrae-SP dá ao
associativismo.
Para a
produtora Cristina Maria de Azevedo, da cidade de Herculândia, o
diagnóstico é uma importante ferramenta para a melhoria da
produção. “São profissionais que podem enxergar o que nós,
produtores, não estamos enxergando, a fim de aprimorar o que
está errado, norteando o nosso caminho”, observa.
“O
mercado de carne de ovinos tem ampla oportunidade de
crescimento, mas busca qualidade e quantidade de produção e são
essas exigências que serão trabalhadas com os criadores em
Marília e região”, completa Luiz Henrichsen, da IBS. A partir do
diagnóstico, os produtores vão se organizar para sanar suas
dificuldades, com orientação dos consultores do Sebrae-SP,
sempre visando o desenvolvimento e a sustentabilidade da cadeia
de ovinocultura. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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