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Crédito e custo de produção sustentam aumento da safra
O gerente de agricultura do IBGE, Mauro Andreazzi, disse que as
condições para os produtores agrícolas no plantio da safra 2010
são muito diferentes das verificadas no final de 2008. Na época,
segundo ele, a crise reduziu a disponibilidade de crédito,
encareceu os insumos e trouxe incerteza sobre os preços,
afetando negativamente a safra de 2009.
Para a safra do ano que vem, Andreazzi afirma que os produtores
têm maior acesso a crédito, e insumos importantes, como adubos,
estão mais baratos. O IBGE divulgou na terça-feira, dia 8, a
segunda estimativa para a safra 2010, que aponta uma produção de
140,4 milhões de toneladas, volume 4,7% maior do que a safra de
2009, que deverá totalizar 134,1 milhões de toneladas (-8,1%
ante a safra anterior).
Na primeira estimativa, apresentada no mês passado, o instituto
projetava uma safra de 139,3 milhões de toneladas no ano que
vem. Segundo Andreazzi, a revisão para cima ocorreu por causa
das melhores expectativas para o algodão e a soja.
O gerente do IBGE disse também que a área a ser colhida prevista
para 2010, de 48,1 milhões de hectares (alta de 2,0% ante 2008),
será recorde, especialmente por causa do aumento na área da
soja, que deverá avançar 5,4%.
A soja, principal produto da safra brasileira, deverá atingir
uma produção de 64,9 milhões de toneladas em 2010, com aumento
de 13,9% ante 2009. Segundo Andreazzi, o interesse dos
produtores pela soja ocorre porque “esse é um produto com
mercado garantido, com liquidez”.
Por outro lado, os elevados estoques de milho e os baixos preços
atuais do produto desestimularam o plantio. Para a primeira
safra do milho, o IBGE estima uma produção de 32,7 milhões de
toneladas, com queda de 3,4% em relação a 2009. (Colaborou
Agência Estado)
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