|
Civap e Sebrae reúnem lideranças para debate da Lei Geral em
Assis
Nesta sexta-feira, o diretor superintendente do Sebrae-SP,
Ricardo Tortorella, faz em Assis, a abertura do evento ‘A
regulamentação da Lei Geral nos Municípios’. O encontro, que
acontece a partir das 9h, tem por objetivo estimular lideranças
públicas à regulamentação da Lei Geral e é realizado em parceria
do Sebrae com o Civap - Consórcio Intermunicipal do Vale do
Paranapanema.
Tortorella inicia o encontro com a palestra ‘Evolução de
indicadores da conjuntura macroeconômica brasileira e as novas
oportunidades para os pequenos negócios’, em que destaca os
principais pontos da economia do país que contribuem para o
ambiente de micro e pequenas empresas (MPEs), bem como para a
implantação da Lei Geral das MPEs. No Estado de São Paulo, até
hoje, 55 municípios já regulamentaram legislações em prol dos
pequenos negócios.
Também estará presente no evento o gerente de políticas públicas
do Sebrae-SP, Silvério Crestana, que vai falar sobre os motivos
para a implantação da Lei e os mecanismos necessários para a
regulamentação. Silvério orientará as lideranças, chamando
atenção para os benefícios que a Lei Geral pode trazer aos
municípios.
O prefeito Toshio Toyota, de Novo Horizonte, vai expor o caso da
implantação na sua cidade. Na região, apenas as cidades de
Pompéia e Tupã já regulamentaram suas leis conforme a sanção do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Governo Federal
sancionou a lei em dezembro de 2006, com um prazo de um ano para
os municípios se adequarem à medida.
Aceitação
Um estudo sobre os Impactos da Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas no Brasil, publicado no início do mês de março pelo
Observatório das Micro e Pequenas Empresas, apurou que a
aceitação da lei pelos micro e pequenos empresários é grande.
Mais de 75% das empresas pesquisadas foram favoráveis à Lei
Geral. No estado de São Paulo, a porcentagem de aprovação da lei
chega a 77%. O território paulista abriga 1,5 milhão de micro e
pequenas empresas formais, responsáveis pela geração de mais de
6 milhões empregos e 20% do PIB.
A Lei Geral
Sancionada em 14 de dezembro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a lei traz uma série de avanços que contribuem
para fortalecimento dos pequenos negócios, entre eles a
implantação do Sistema Tributário Unificado (SuperSimples), que
reúne em um único documento de recolhimento oito impostos -
sendo seis federais, um estadual e um municipal; a criação do
Cadastro Unificado, a obrigatoriedade para instituições de
inovação e pesquisa investirem 20% de seus recursos em ações de
desenvolvimento focadas nas pequenas empresas; facilidades de
acesso ao crédito e ao mercado de compras governamentais.
Avanços da Lei
Dentre os principais avanços que a lei proporciona aos
empresários destacam-se:
• Implantação de Sistema Tributário Unificado (SuperSimples),
que reúne em um único documento de recolhimento oito impostos -
sendo seis federais, um estadual e um municipal;
• Atualização das faixas de contribuição, respeitando a
progressividade;
• Fiscalização preventiva e orientadora, no sentido de legitimar
uma confiança maior na boa fé do empresário, estabelecendo,
inclusive, instrumentos específicos para que os fiscais
concretizem uma ação de assessoramento e subsídio aos negócios;
• Não-incidência de tributos sobre a exportação;
• Inclusão de novas atividades que podem optar pelo novo regime
tributário;
• Institucionalização do Cadastro Unificado (guichê único para
entrega de todos os documentos). No Estado de São Paulo a
previsão é que a abertura de empresas seja de máximo 15 dias
(Hoje, segundo o Banco Mundial, abrir uma empresa em São Paulo
pode levar até 152 dias);
• Permissão para funcionamento imediato das empresas com risco
moderado ou baixo, sem a necessidade de vistorias prévias,
mediante conhecimento prévio das obrigações por parte dos
empresários e assunção da responsabilidade para cumpri-las;
• Facilidade para o encerramento de empresas (opção de
transferir passivo do encerramento para a pessoa física);
• Obriga instituições de inovação e pesquisa a investir 20% de
seus recursos em ações de desenvolvimento focadas nas pequenas
empresas;
• Ampliação do acesso ao crédito, principalmente por meio das
cooperativas de crédito, que passam a ter acesso direto a
recursos do FAT, para emprestar exclusivamente a micro e
pequenas empresas;
• Ampliação da participação do segmento nas compras
governamentais das três esferas, por meio de licitações
específicas para MPE, desburocratização do processo, bem como
obrigatoriedade de subcontratações e fornecimentos parciais de
grandes lotes.
|