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Militares explicam posicionamento de bandeiras na Fema
A bandeira é um dos símbolos universais mais abrangentes e
comunicativos que se tem conhecimento, definida como o símbolo
representativo de todo ente constituído, seja uma nação e seu
povo ou até mesmo uma família tradicional. Seu conteúdo
representa toda história de um povo, suas convicções, lutas e
esperanças. Representa a soberania nacional ou mesmo o ato de
divulgar algo em prol de um todo. Recentemente, o que ocorreu
pela segunda vez, criou-se uma polêmica quanto ao posicionamento
das bandeiras municipal, estadual e nacional hasteadas na
entrada da Fema (na avenida Getúlio Vargas).
Com o objetivo de esclarecer as dúvidas e proceder a alguma
correção, caso fosse necessária, a direção executiva da Fema
consultou duas pessoas capacitadas para falar sobre o assunto: o
major Lincoln, da Política Militar de Assis, e o instrutor do
Tiro de Guerra, 1º Sargento Júlio César Vieira da Silva. Para
entender melhor o assunto, é necessário voltar um pouco na
história.
A origem das bandeiras vem da Idade Média, quando os exércitos
aliados usavam um pedaço de pano hasteado num estandarte, com as
cores e sinais de identificação do batalhão ou companhia
envolvida, para não se confundir com seus inimigos. De acordo
com os dispostos legais de cada país, a bandeira deve ser sempre
hasteada em um mastro, com altura e dimensões estabelecidas por
leis, estatutos sociais, convenções ou simplesmente num projeto
pré-definido.
Padrões
No Brasil, esses padrões são definidos pela Lei Nº. 5.700, de 1º
de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação
dos Símbolos Nacionais. No capítulo III, da apresentação dos
Símbolos Nacionais, na seção I, da Bandeira Nacional, temos no
artigo 19, a seguinte resolução: A Bandeira Nacional, em todas
as apresentações no território nacional, ocupa lugar de honra,
compreendido como uma posição: I - Central ou a mais próxima do
centro e à direita deste, quando com outras bandeiras, pavilhões
ou estandartes, em linha de mastros, panóplias, escudos ou peças
semelhantes; II - Destacada à frente de outras bandeiras, quando
conduzida em formaturas ou desfiles; III - À direita de
tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho. Parágrafo
único: Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a
direita de uma pessoa colocada junto a ele e voltada para a rua,
para a platéia ou de modo geral, para o público que observa o
dispositivo.
É preciso estar atento a essa questão, que gera muitas
controvérsias, pois a afirmação do que é direita ou esquerda é
definida pela base, o que acaba confundindo as pessoas. “Muitas
pessoas cometem erros porque não conhecem essa lei, que tem como
base padronizar os atos cívicos”, afirma o 1º Sargento do Tiro
de Guerra de Assis, Júlio César Vieira da Silva. “Na Fema, o
dispositivo que serve como referencial são os alunos”,
completa.
Isso explica o fato de que as bandeiras nacional, estadual e
municipal estejam alinhadas em frente à instituição de acordo
com essa referência, a entrada dos alunos e, portanto, no
sentido inverso de quem visualiza os mastros tendo como
referência a Avenida Getúlio Vargas. ”Tudo depende de onde é
estabelecida a frente do público e, no caso da Fema, a diretoria
definiu aquele local como posição de destaque”, explica o major
Lincoln, do comando da Polícia Militar de Assis. “A polêmica
surgiu devido ao ponto de vista do observador, mas quem define
isso é a própria instituição”, completa.
O Major destaca ainda que o fator mais importante dessa polêmica
reside no esclarecimento prestado à sociedade. “Essa questão nos
mostra que o cidadão ainda mantém viva sua sensação de civismo,
que vinha se perdendo ao longo do tempo”, afirma. “Mas acredito
que o mais importante mesmo é uma Fundação Educacional se
preocupar em valorizar os símbolos nacionais. Portanto, a Fema
está de parabéns pela iniciativa”, ressalta o major.
(Colaborou Assessoria de Comunicação)
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