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Marcha Paulista de prefeitos quer definir papel do Estado na
Saúde
Pelo Pacto do SUS, cabe ao Governo do Estado o custeio de
medicamentos de alto custo. Sob a responsabilidade dos
municípios fica a distribuição de uma cesta básica com remédios
largamente utilizados para o tratamento de doenças de maior
incidência na população, como pressão alta e diabetes.
Na contramão dessa divisão de tarefas, o Judiciário tem decidido
por diversas vezes que cabe ao município o fornecimento de
medicamentos de alto custo que o paciente não encontra nos
estoques mantidos pela rede estadual. O acúmulo desse tipo de
despesa, não prevista, vem onerando os orçamentos locais,
inviabilizando outros investimentos na área.
O grave problema abre o segundo dia de debates da Marcha
Paulista em Defesa dos Municípios, que será realizada nos dias
11 e 12 de novembro no Auditório Franco Montoro da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo. Foram convidados para
debater o assunto representantes do Ministério Público do Estado
e do Tribunal de Justiça de São Paulo, além do secretário
estadual de Saúde, Luiz Barradas Barata. Confirmaram presença no
debate o presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia
Legislativa, deputado estadual Fausto Figueira, e a presidente
do Cosems (Colegiado Regional de Secretários da Saúde), Maria do
Carmo Cabral Carpintéro.
Hoje, os municípios são obrigados a gastar, no mínimo, 15% de
seu orçamento em Saúde, e o Governo do Estado, 12%. Por
assumirem responsabilidades além das que são de sua alçada, as
cidades paulistas acabam investindo, em média, 22% de seus
recursos na área.
A Marcha
A Marcha Paulista em Defesa dos Municípios é organizada pela FNP
(Frente Nacional de Prefeitos) e pela ABM (Associação Brasileira
de Municípios). Trata-se de um ato suprapartidário, que reúne
prefeitos de todas as regiões do Estado de São Paulo. O objetivo
é aprofundar o diálogo federativo e desonerar o orçamento dos
municípios, fazendo com que o Governo do Estado assuma as suas
responsabilidades, que hoje estão a cargo dos municípios, em
áreas como saúde, educação, segurança tributos e contas
públicas. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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