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Para Bragato, ministérios ‘esqueceram’ o Vale
O deputado estadual Mauro Bragato (PSDB), em discurso na
Assembléia Legislativa, criticou o Ministério da Agricultura e o
Ministério da Fazenda, pelo ‘esquecimento dos produtores do Vale
do Paranapanema, ao editar a medida provisória 432, beneficiando
alguns Estados e excluindo o Estado de São Paulo”.
“Faço uma reclamação pública ao Ministério da Agricultura e ao
Ministério da Fazenda sobre o esquecimento dos nossos produtores
e agricultores do Vale do Paranapanema, Região de Assis.
Esquecimento que foi traduzido numa Medida Provisória que
beneficiou alguns estados da Federação e praticamente excluiu o
Estado de São Paulo.
De acordo com Bragato, ‘mesmo com laudos técnicos emitidos em
2005 pela Cati e Secretaria da Agricultura, atestando o prejuízo
em decorrência da forte estiagem, agricultores de 22 municípios
do Vale do Paranapanema, na região de Assis, de uma forma
inexplicável, foram excluídos da Medida Provisória nº 432,
convertida na Lei nº 11.775, de 17 de setembro de 2008, pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva’.
“O Ministério da Fazenda, no dia 8 de outubro, que no decorrer
das negociações com a bancada ruralista, defendeu condições
especiais para renegociações das dívidas dos agricultores dos
municípios onde - em conseqüência da estiagem de 2005 - foi
decretado estado de emergência ou de calamidade pública. Foram
atendidos os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio
Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e de uma forma
inexplicável, o Estado de São Paulo ficou de fora”, ressaltou o
parlamentar.
Repercussão
Ele citou o presidente da Organização das Cooperativas do Estado
de São Paulo, o ex-presidente da Coopermota Edivaldo Del Grande.
“Ele disse que, como presidente de uma instituição que
representa 1.035 cooperativas, 123 do ramo agropecuário, está
pedindo às autoridades o mesmo entendimento sobre os enormes
prejuízos dos produtores paulistas da região do Vale do
Paranapanema. Os produtores não estão pedindo nada além de um
prazo para renegociar suas dívidas e não o perdão delas. Eles
foram vítimas de intempéries, assim como outros estados, e agora
precisam de recursos para plantar”, frisou.
Na mesma linha de raciocínio, lembrou Bragato, o presidente do
Sindicato Rural de Assis, Orson Mureb Jacob, falou que a questão
pode ser de esquecimento. “Não há outra razão aceitável para os
parlamentares da Comissão de Agricultura da Câmara não terem
solicitado a inclusão dos 22 municípios do Vale do Paranapanema
na Medida Provisória.”
O deputado estadual citou ainda o presidente do Consórcio
Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap) e prefeito de
Tarumã, Oscar Gozzi. “Ele diz que os produtores da região estão
indignados pelo fato de terem sido esquecidos nas negociações da
MP e pede ao governo e aos parlamentares que revejam a questão o
quanto antes. Além da estiagem de 2005, as quatro safras
seguintes foram frustrantes para os agricultores”.
Bragato citou ainda apelo de Basílio Amatti, presidente do
Sindicato Rural de Palmital. “O presidente afirma que a exclusão
dos 22 municípios da região é injusta, ainda mais porque, além
da estiagem, a soja colhida pelos produtores locais em 2005
apresentou baixa qualidade devido à ocorrência de grãos
esverdeados acima do limite tolerado na comercialização, o que
agravou, ainda mais, os prejuízos”.
O deputado Bragato, ainda na tribuna, apelou não só aos
ministros da Fazenda e da Agricultura, como ao presidente da
Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados. “Que
prestem atenção a essa situação, a esse apelo das centenas de
agricultores da região de Assis, que foram esquecidos pela
Medida Provisória nº 432, convertida na Lei nº 11.775, em 19 de
setembro de 2008”.
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