Ministério autoriza transplantes na Clínica Coronado Antunes

O Ministério da Saúde autorizou três estabelecimentos de saúde no Estado de São Paulo a realizarem transplantes. De acordo com a portaria publicada neste dia 10, no Diário Oficial da União, a Clínica de Olhos Coronado Antunes - IOA (Instituto de Oftalmologia de Assis), é um dos hospitais credenciados a retirar e transplantar tecidos oculares humanos.

Além da clínica assissense, também foram autorizados o Hospital Visão Laser, além do Hospital Israelita Albert Einstein, que poderá realizar transplantes de válvulas cardíacas humanas. A Clínica Coronado Antunes - IOA (Instituto de Oftalmologia de Assis) é dirigida pelos mécicos Valcir Coronado Antunes, Eduardo Andreguetti, Juliana Andriguetti Coronado Antunes e Vitor Andriguetti Cononado Antunes.

A captação passa por algumas etapas. Primeiro é feita a identificação do potencial doador. Depois do diagnóstico da morte encefálica, realizado por dois médicos que não participam de equipe de transplante (sendo pelo menos um neurologista ou neurocirurgião), a equipe da Comissão Intra-hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) entrevista a família para saber se há intenção ou não de doação.

Condições

Se a doação for confirmada a Cihdott notifica a Central de Transplantes do Estado, que entra com os dados do doador em um sistema informatizado para identificar os potenciais receptores (ranking). Quando é identificado o receptor, a central entra em contato com o médico que irá fazer o transplante e verifica se tanto o paciente quanto o hospital têm as condições adequadas para o procedimento.

Quando não há receptor compatível no Estado onde se encontra o doador, a Central Nacional de Transplantes, localizada em Brasília, identifica um receptor em outro Estado e disponibiliza, por intermédio de um acordo com algumas empresas aéreas, o transporte gratuito de órgãos e tecidos para transplante.

Dados

O Ministério da Saúde realizou 19.125 transplantes entre janeiro e dezembro de 2008, o que representa crescimento de cerca de 10% no número de procedimentos em relação a 2007, quando foram feitos 17.428 transplantes. O aumento no número geral de transplantes realizados no Brasil se deve a uma série de fatores, entre eles, as campanhas de sensibilização feitas pelo MS, a elevação no número de doadores vivos e a melhora na captação nacional de órgãos, com o apoio de um número maior de famílias que passaram a autorizar doações.

O Brasil tem o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Cerca de 95% dos transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também subsidia todos os medicamentos imunossupressores para os pacientes. A agilidade nos transplantes depende de vários fatores, como um diagnóstico rápido de morte encefálica, uma captação eficiente, maior compatibilidade entre doador e receptor, além do número de pacientes em lista de espera. Por esse motivo é tão importante aumentar o número de doadores. (Colaborou Assessoria de Imprensa)