Sindicato defende redução da jornada de trabalho no comércio

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Assis está acompanhando juntamente com Luiz Carlos Motta, secretário geral da Força Sindical e atualmente presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo, a campanha para a redução de jornada de trabalho no comércio, de 44 horas para 40 horas semanais.

O principal objetivo com a redução da jornada de trabalho é que poderá aumentar o índice de emprego e a qualidade do trabalho no comércio. É o que defende o presidente do Sindicato de Assis, Antonio Orides Rizzo, se associando ao movimento nacional com a liderança da Força Sindical de São Paulo.

Ele informa que segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a categoria chega a cumprir entre 52 e 54 horas por semana. Neste mesmo levantamento foi detectado que 64% dos comerciários trabalham mais de 44 horas por semana e este número sobe para 70% quando se considera as horas extras. “Se extrapolar muito o horário, o trabalhador fica cansado e não rende como a empresa gostaria”, observou.

Um outro fator que segundo o sindicalista atinge os comerciários são os problemas em decorrência de permanecerem até 12 horas de pé, no trabalho, cumprindo jornadas estafantes, durante semanas seguidas. Rizzo diz que as que mais sofrem são principalmente as mulheres, em razão de seus períodos menstruais, e T.P.M. (Tensão Pré-Menstrual).

“As pernas ficam abaladas pela permanência de pé por muito tempo, sujeitas ao aparecimento de doenças circulatórias, acabam sendo órgão alvo para pacientes com tendência a terem doença venosa (as varizes). Daí os comerciários após alguns anos, ingressarem e concorrerem, fazendo parte das filas no S.U.S. para tratamento de saúde, o que vale dizer que serão os infelizes a dependência da assistência médica no INSS, e será um custo muito alto a nossa à estrutura de contribuintes trabalhadores à manutenção da Previdência Social”, ressaltou o presidente do Sindicato.

Ele finaliza dizendo que mediante tal situação estão batalhando continuamente para que o trabalhador seja assistido pelas suas entidades sindicais, ‘especialmente nesse momento em que a luta continua para impedir o mercantilismo da mão de obra comerciária, fazendo com que o horário de trabalho da categoria comerciária seja de 40 horas semanais, sem o trabalho ocupacional nos domingos e feriados por este Brasil a fora’.