A Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Estado São Paulo
trabalha para que, no mais tardar em outubro, os
interessados no cultivo de girassóis tenham à
disposição sementes com qualidade e em quantidades
suficientes para atender pelo menos parte da demanda
brasileira que, hoje, é abastecida por produtores
argentinos.
A Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte, por exemplo,
está precisando de sementes de girassol para um
programa de fomento da cultura que objetiva a
produção de óleo vegetal e um dos convidados a
fornecer o material genético foi a Coordenadoria de
Assistência Técnica Integral da Secretaria (Cati).
Os Núcleos de Produção
de Sementes de Águas de Santa Bárbara e “Ataliba
Leonel” (localizado em Manduri), ligados ao
Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM/Cati/SAA),
estão repletos de girassóis. Em todo o Estado, os
campos de produção totalizam cerca de 230 hectares,
com expectativa de produção de 25 mil sacos de
sementes.
A colheita, iniciada em
meados de maio, deve ser concluída no início de
julho. “Tem chovido demais, o que atrapalha. Então,
ainda há muito a ser colhido”, afirma o responsável
pelo Núcleo de Águas de Santa Bárbara, Sylmar
Denucci. Ele explica que não há comprometimento da
qualidade devido à intensa atividade de inspeção da
equipe contra eventuais contaminantes. “Esse
trabalho é feito de forma manual e cuidadosa, com
retirada de todas as plantas estranhas ou fora de
padrão”.
Os cultivares que estão
sendo multiplicados são o Catissol 01 e o Multissol.
Ambos são utilizados para a produção de óleo e, o
segundo, também na alimentação de pássaros. “Esse é
um mercado importante”, ressalta Denucci.
O agrônomo e diretor do
DSMM, Armando Portas, destaca os ensaios com novas
sementes e o trabalho de extensão rural executado
pelos técnicos. “Após selecionarem, testarem e
obterem o registro de três novos cultivares de
girassol do tipo variedade - Catissol 01, Nutrissol
e Multissol, o DSMM passou a multiplicar essas
sementes por meio de campos de cooperação, em
propriedades particulares sob orientação técnica aos
agricultores e nas próprias fazendas do
departamento”.
Ele também cita as
informações técnicas divulgadas durante dias de
campo, visitas, seminários e palestras a
agricultores sobre a importância da cultura do
girassol, implantação, vantagens agronômicas e
zootécnicas, dentre outros diferenciais importantes.
Salienta, ainda, as publicações de apoio à
instalação da cultura produzidas pelo Centro de
Comunicação Rural (Cecor/Cati/SAA), que abordam
desde a silagem à adubação verde, passando pela
produção artesanal de óleo vegetal para consumo in
natura ou combustível. (Fonte: DSMM) (Colaborou
Assessoria de Comunicação da Secretaria)