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Sindicato Rural de CM alerta para prazo de ‘enquadramento’
O Sindicato Rural de Cândido Mota ponderou ontem que as recentes
medidas tomadas pelo Governo Federal estão ‘aquém das
necessidades e expectativas do produtor rural do Médio Vale do
Paranapanema’. Segundo o presidente João Motta, a ‘Medida
Provisória n.º 432’, de 27 de maio de 2008, que instituiu
medidas de estímulo à liquidação ou regularização de dívidas
originárias de operações de crédito rural e de crédito
fundiário, ‘não resolveu definitivamente os problemas de
endividamento do setor produtivo’.
Votada pelos deputados federais nesta última semana, a bancada
ruralista obteve apenas alguns avanços, porém, na opinião do
sindicalista, ‘ainda pífios em relação às reais necessidades e
expectativas dos produtores rurais’. De acordo com João Motta, a
nova medida não favoreceu em quase nada a classe produtora.
“Apesar da bancada ruralista ter conseguido uma certa vantagem,
o problema de endividamento do setor rural ainda continua. Mais
uma vez o Governo Federal empurrou com a barriga o problema de
endividamento do setor”, avaliou.
A bancada ruralista impôs na última quarta-feira uma derrota à
equipe econômica, ao derrubar pela metade os juros que vão
corrigir dívidas agrícolas inscritas na dívida ativa da União,
que serão renegociadas. A vantagem foi obtida durante a votação
da MP 432. O texto aprovado, por 264 votos favoráveis e 128
contrários, trocou a taxa Selic, atualmente em 13% ao ano, pela
Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), em 6,75% anuais. Serão
favorecidos R$ 7,2 bilhões em débitos. No total, o governo vai
renegociar R$ 75 bilhões.
‘Estado de Emergência’
Por outro lado, o sindicalista ainda lembrou que na safra de
2004/2005, o município de Cândido Mota passou por uma longa
estiagem, o que prejudicou o desenvolvimento das lavouras. Foi
decretado ‘estado de emergência’ pelo Governo do Município
(Decreto nº 1916, de 4 de maio de 2005), com reconhecimento pelo
Governo do Estado (Decreto n.º 49.593, de 10 de maio de 2005) e
pela União (Portaria Ministerial n.º 360, de 18 de maio de
2005), comprovado por laudo técnico da Cati.
Por isso, Motta entende que esse ‘momento de euforia mais uma
vez foi passageiro, pois até 40 dias atrás esse clima ufanista
ainda persistia entre os produtores, porém, hoje a realidade já
torna complicado o plantio da nova safra’. Desse modo, relata o
sindicalista, enquanto os custos da nova safra disparam, os
preços dos principais produtos cultivados na região despencam.
“O problema é que cria-se uma falsa expectativa de melhora. O
Governo Federal transmite sinais econômicos favoráveis de
extremo otimismo, quando na verdade os produtores sequer
conseguem quitar suas dívidas para programar o plantio da
próxima safra” desabafou; que prosseguiu: “Mais uma vez fica
claro que os produtores rurais precisam de uma política agrícola
séria e condizente com a realidade regional de cada um, e não de
um simples ‘plano safra nacional’. Em 40 dias o preço da soja
caiu 25%, mas nem por isso os insumos tiveram uma diminuição em
seus preços” destacou Motta.
E continuou: “Por isso, diante de um cenário econômico instável,
e de um Estado (poder público) cada vez mais omisso, torna-se
evidente que o produtor rural precisa de uma garantia e de um
seguro de produção e renda que assegure as mínimas condições de
sobrevivência e existência do homem do campo no campo. Portanto,
produtores, não acreditem nessa onda de otimismo desvairada.
Protocole seu pedido de enquadramento na MP 432 junto ao banco,
até sexta-feira, dia 15. Pois, de acordo com a Resolução n.º
3.583 de 1º de julho de 2008 do Conselho Monetário Nacional e do
Banco Central, dia 15 de agosto é o último prazo para os
produtores rurais protocolarem seus pedidos de enquadramento na
MP 432”.
Por fim, o presidente do Sindicato Rural pede para que os
produtores rurais se dirijam ao sindicato, para o advogado
Marcelo Cristaldo Arruda avaliar a situação de cada um e redigir
o pedido de enquadramento. “Cada um tem uma situação financeira
junto ao banco, por isso, é importante que antes de tomar
qualquer decisão o produtor se dirija ao sindicato para analisar
a melhor solução para o seu caso”, concluiu o sindicalista.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
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